sexta-feira, 28 de março de 2014

Acção de graças

Num dos dias desta semana chegou-me um pedido inédito e nada fácil: escrever a oração de acção de graças para uma eucaristia.
Andei a matutar no assunto, e dei-lhe voltas até me decidir sentar e rezar, com a diferença em relação às demais vezes, de ter o i-pad na mão e ir escrevendo.
Mandei o resultado ao meu querido amigo Padre António Júlio e à minha querida amiga teóloga Maria Manuela, para além dos outros amigos envolvidos na “encomenda”. Todos gostaram.
Partilho convosco o que escrevi / rezei, espero que gostem e, se for o caso, rezem comigo.

ACÇÃO DE GRAÇAS

Louvado sejas Senhor das Searas
Senhor do Pão
Alimento eterno
Senhor alento de todos os meus dias
Senhor dos meus sorrisos
Da minha paz
Senhor das minhas mais doces e profundas alegrias

Louvado sejas Senhor Rei de toda a Terra
Senhor das Águas
Saciar da minha sede
Senhor de todos os meus passos
Alívio das minhas dores
Pai das minhas forças
Senhor alento na morte de todos os meus cansaços

Louvado sejas Pai do mais profundo amor
Rocha firme
Alicerce eterno
Senhor do mais intenso querer
Perpétuo companheiro de todas as horas
Raiz da felicidade
Pai inspiração de todo o meu viver

Louvado sejas Senhor dos Campos
Senhor dos mares
Senhor dos rios
Senhor do sol
Senhor da ciência
Senhor do saber
Senhor das minhas angústias
Senhor das minhas vontades
Senhor do meu sonhar
Dos horizontes…
Senhor superlativo infinito de amar

Meu Pai

Pai do universo todo

Senhor…
Louvado sejas

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ele há dias…

Estar na cidade do Porto e tomar o pequeno-almoço na mesma sala do Pinto da Costa no dia a seguir a uma derrota do Benfica no Estádio do Dragão, é uma experiência quase tão agradável quanto escorregar por um corrimão de lâminas e aterrar com o traseiro num alguidar de álcool puro.
Foi difícil mas sobrevivi e lá parti com as feridas em processo de acelerada cicatrização até à manhã de trabalho que decorreu sem quaisquer sobressaltos ou recaídas do doloroso processo futebolístico de carácter agudo.
O restaurante do almoço tem ao lado uma loja “A Vida Portuguesa” e não resisto a entrar até porque tenho a incumbência de “espreitar” alguns presentes.
Confesso que gosto do conceito da loja que vem de encontro às minhas memórias através de produtos e marcas eternas como os lápis de cor da “Viarco”, os chocolates da “Regina”, os sabonetes “Feno de Portugal” ou os limpa metais da “Coração”.
Mas a “Vida Portuguesa” já não é definitivamente a mesma, nem com a presença de todas estas marcas. Aqui, nas outras lojas e em todo o país em geral, assistimos a um fenómeno interessante que é o risco de extinção de expressões como “desculpe”, “obrigado” ou “se faz favor”.
Partilho a minha experiência:
Na prateleira dos produtos que me interessam há um letreiro que solicita ao cliente a ausência de qualquer contacto táctil com as peças, devendo chamar um funcionário para o ajudar.
Dirijo-me então ao balcão onde está uma rapariga de avental a arrumar Rebuçados Santo Onofre num cesto e solicito ajuda.
Se eu lhe tivesse pedido para ela me cantar um fado da Amália, acho que me teria respondido com igual expressão macerada de dor e cansaço.
Soprou ao de leve e acompanhou-me com tal “simpatia” que me senti na obrigação de lhe dizer:
- Só a chamei porque segui a recomendação deste painel.
Nem reagiu.
Eu escolhi a peça e ela dirige-se novamente ao seu posto no balcão mas com uma lentidão demonstradora de uma tal astenia que quase lhe recomendei umas ampolas bebíveis de Sargenor para ver se arrebitava.
Fez o embrulho, as contas e depois de eu lhe ter dado o Cartão Multibanco e de ela o ter passado na máquina, o sistema deu erro.
E aí directamente:
- Isto está a dar erro. O senhor não deve ter dinheiro na conta.
E disse bem alto para que ninguém pudesse deixar de ouvir.
O comentário teve para mim o mesmo efeito que o ataque dos Japoneses a Pearl Harbor teve sobre os Americanos, e declarei-lhe guerra.
Gritei então ainda mais alto:
- Tenho sim. Ainda há pouco consultei o extracto.
Ela soprou mais uma vez sobre a máquina e voltou a passar o cartão.
Não deixei passar o sopro em vão:
- Nunca ouvi dizer que estas máquinas sobreaqueciam, talvez não valha a pena soprar.
E quando voltou a dar erro, uma colega armada em ONU resolveu intervir naquele conflito armado:
- Vai com o senhor ao balcão do primeiro andar porque aí o terminal é de outra rede e vai funcionar por certo.
E foi a “Madame ONU” que me pediu por favor para acompanhar a colega dado que a minha “inimiga” nem para mim olhou.
O cartão funcionou finalmente e eu acabei por sair da loja sem que a senhora do avental me dissesse “desculpe”, “obrigado” ou “se faz favor”.
Este episódio não é caso raro, suspeito eu de que se criou na cabeça de uma geração, a ideia de que estas expressões que manifestam tão-só boa educação são sinónimo de menosprezo perante egos superdesenvolvidos e importantes.
Ou eu estou a ficar velho e tudo isto é uma patetice minha, ou seria importante colocar por aí alguns cartazes idênticos àqueles que há alguns anos alertavam para a necessidade de salvar o lince na Serra da Malcata:
“Salvem o SE FAZ FAVOR na Vida Portuguesa”
Caso contrário e assumamos a extinção, será conveniente mandar dizer para Espanha que a expressão “es mas cumplido que un Portugues” está definitivamente desajustada.
E segui então para a minha tarde de trabalho que afortunadamente correu muito bem.
No entanto e como vai de dia, temo pela hora do jantar.
É que com o balanço que o dia leva, não me espanta que se possa sentar ao meu lado o Jorge Jesus a falar com alguém sobre as madeixas californianas que lhe fazem no seu cabeleireiro preferido.
E aí…

quarta-feira, 26 de março de 2014

Douro

A estrada trepa pela alta montanha, e lá no cimo, no instante em que o olhar se entrega em exclusivo ao horizonte, vislumbro as coroas de granito em infinitas montanhas iguais a esta que me dá guarita e de onde eu espreito.
O granito de milénios, cinzelado e feito a voz dos Homens no perpetuar de tantas lendas.
Lá em baixo, a serpentear e a pintar de azul todos os recantos do vale, há um rio baptizado com nome de ouro, que das montanhas recebe a devoção do íngreme declive se deixar morrer, fazendo-se escada longa e de mil degraus por onde os deuses e os céus poderão descer para beijar a bênção destas eternas águas.
E nos degraus expostos sem reservas ao sol e aos aromas do rio, de certo por mérito e privilégio de Baco, cresce o vinho perfeito por entre arbustos e as amendoeiras que o tardio inverno fez tingir de branco.
Aqui e ali, nas curvas do caminho que se fazem mais generosas para o olhar no irresistível contemplar do rio, erguem-se nobres ou simples casas dos Homens, e alvas casas de Deus construídas pelo cimento de uma fé tão forte como o próprio granito.
Casas de Deus... e casas de Maria, Senhora Mãe de tantas devoções do nosso povo.
Caminhante solitário, sigo com o eco das palavras de Torga e com a alma presa ao privilégio do olhar que contempla uma terra assim.
Douro…
Tudo isto é perfeito e muito mais do que apenas um rio.
E talvez não seja necessário morrer para se sentir o paraíso.

terça-feira, 25 de março de 2014

Um fim-de-semana na quinta da Avó Teodora

Com base na minha experiência de tio extremoso, recomenda-me a prudência que jamais deixemos avós e netos num mesmo espaço durante muito tempo, tal o elevadíssimo risco de danos irreversíveis sobre mobiliário, roupas, instalação eléctrica, alimentos, etc. Ou seja, este intercâmbio geracional resulta habitualmente num encontro de rastilho e fósforo, e é capaz de fazer explodir tudo aquilo que com ele coabite na ausência de uma possível e pronta intervenção racional da nossa parte.
Foi pois uma irresponsabilidade terem colocado ontem a “avozinha” Teodora Cardoso, septuagenária Presidente do Conselho das Finanças Públicas e que já deve alguns anos à reforma, em amena “cavaqueira” com o Grupo Parlamentar do PSD, os “netinhos” que adoram brincar aos referendos e que colam cartazes nas paredes como quem cola cromos na caderneta.
Ao melhor estilo “apartamento da Sónia Brazão”, a senhora recomendou que não se taxe mais o ordenado mas que seja aplicada uma taxa sobre cada levantamento que o indivíduo faça directamente da conta onde depositou esse mesmo ordenado.
Diz ela que assim se incentiva à poupança.
Embora eu tenha muito respeito pelas suas células cerebrais cansadas, é triste ver como a pobre senhora já não consegue vislumbrar que a maioria dos Portugueses afortunados por ainda conseguir receber ordenado, não poupa porque não quer mas sim porque não pode.
Os “netinhos” também ainda não cresceram o suficiente para conseguir explicar estas coisas à anciã criatura.
Que tal pegarem no andarilho da lucidez e levarem a pobre senhora a visitar um supermercado em hora de ponta assegurando-se que a graduação das lentes é a indicada?
E depois, que precedente perigoso se poderia abrir com esta medida que taxa tudo a jusante dos processos…
Poderiam aliviar-se os impostos sobre os alimentos mas colocar um sistema ao estilo “Via Verde das Sanitas” que permitisse avaliar o volume de resíduos sólidos e líquidos devolvidos pelo metabolismo de cada família, volume ao qual seria aplicado depois um imposto, o ISM (Imposto sobre a m…).
É possível promover também um alívio das taxas moderadoras no acesso às urgências hospitalares, promovendo de seguida o desenvolvimento de um novo imposto sobre a redução média de febre conseguida por acção dos anti-piréticos prescritos em tal consulta, o ISRMT (Imposto sobre a Redução Média de Temperatura), com uma ligação de cada termómetro aos satélites controlados pelo Ministério da Saúde.
Em Portugal e de forma definitiva, o principal território para o desenvolvimento da criatividade é a cobrança de impostos. É a criatividade associada à eficácia, pois nem um só fica por cobrar.
Há alguns anos, mais precisamente no longínquo ano de 1931, a actriz Corina Freire estreou na revista “O Mexilhão” o grande sucesso “Teodoro não vás ao sonoro”.
Cantava assim:
“Teodoro não vás ao sonoro
Teodoro não sejas ruim
Teodoro repara que eu choro
Se fores ao sonoro não gostas de mim”
Em 2014, o nome da revista pode manter-se porque não poderia ser mais pertinente, mas para a letra eu sugiro:
“Teodora vai-te lá embora
Teodora não sejas ruim
Teodora repara que agora
Se não fores embora não gostas de mim”
Teodora é para teu bem porque se resolvem mesmo criar o ISM tu vais à falência.

segunda-feira, 24 de março de 2014

NATÁLIA JOÃO

Os anjos nunca têm asas e nem sequer precisam saber caminhar para nos guardarem envoltos no conforto dos maiores afectos e nos ajudarem a cruzar os dias de uma forma feliz.
Os anjos ensinam-nos a linguagem perfeita do amor.
Os anjos são mestres, lutadores, destemidos heróis e guerreiros da fé que buscam todos os horizontes e que jamais aceitam os maus destinos como inevitáveis.
Os anjos alimentam-nos da força que transporta os sonhos desde a utopia até à expressão de uma vontade possível.
Os anjos desconhecem a cor da distância e perpetuam-se junto a nós pela força com que nos querem.
Os anjos são poetas que sabem ler a nobreza que existe escondida nos detalhes mais pequenos e mais simples dos dias.
Os anjos sorriem com o olhar, fazem-nos sorrir também a nós e abraçam-nos pelas palavras temperadas de uma inigualável doçura.
Os anjos inspiram-nos a ser maiores, coerentes, honestos, generosos, autênticos, bons, verdadeiros…
Natália, no dia em que cumpres sessenta anos, eu poderia dizer que és uma das amigas mais especiais que guardo na vida, mas isso saberia definitivamente a muito pouco.
Natália…
Os anjos são pessoas como tu.
Um beijo

domingo, 23 de março de 2014

Uma tarde e tantos abraços

Gosto tanto do inesquecível sabor de cada regresso a casa.
Será sempre mágico aquele instante em que o olhar regressa para abraçar as ruas, as pedras, as árvores… todos os detalhes que são cúmplices da minha História.
O velho campanário da Senhora da Conceição “impõe” sempre aos lábios uma Ave-Maria, prenúncio dos beijos perfeitos que me estão reservados no primeiro abraço ao meu pai e à minha mãe.
E os sorrisos e os olhares da gente, a expressão do afecto de tantos amigos, serão sempre um tesouro reservado para cada um dos meus regressos a Vila Viçosa.
A sala que guarda de forma mais nobre todas as marcas da nossa herança, tinha flores sobre uma mesa e duas janelas abertas para a Praça de todas as minhas melhores memórias.
No ar, a envolver os vossos sorrisos e os vossos olhares, soltámos as “palavras” a que eu apenas ofereci letras, porque são a poesia de todos nós no reflexo de um mesmo sentir sobre dias simples, únicos e tantas vezes perfeitos na forma de nos tornar felizes.
Privilegiado, eu senti-me o mais feliz dos Homens pela força do incalculável valor de cada um dos abraços que os vossos olhares me souberam dar.
Muito obrigado à Câmara Municipal de Vila Viçosa na pessoa dos Senhores Vereadores Dr. Luís Nascimento e Dra. Ana Rocha, da Dra. Margarida Borrega e da D. Cipriana. Foram perfeitos como anfitriões.
Muito obrigado às vozes que se entregaram pela amizade ao soltar das “palavras”: Natália João Sousa, Manuela Barreiros, Maria José Duarte, Manuel Almas, Conceição Duarte Aires e Madalena Osório de Barros.
O catering estava perfeito. Muito obrigado Chefes Rui Pereira e Mário Seabra Henriques.
Rui, o bolo ficará na minha história.
Muito obrigado ao Fábio e à Maria Isabel por terem distribuído as flores, à Mina por ter distribuído os livros…
Muito obrigado a todos por terem vindo de perto ou de mais longe.
No final do dia, a Maria Isabel pegou na viola e do alto dos seus onze anos cantou um poema meu que ela própria musicou. Jamais esquecerei este momento.
E o meu amigo José Maria Barreiros ofereceu-me um fantástico retrato a carvão, traços tão perfeitos na arte e tão imensamente valiosos pelo afecto que encerram.
Todos, fizeram com que me sentisse um rei. Afinal, a maior riqueza do universo é ter amigos.
“Estas palavras nascidas dos dias”, um livro com pedaços da minha vida simples que ontem fiz questão de entregar à minha gente.
Voltarei, prometo, a pretexto de um livro ou de qualquer outra coisa, mas sempre porque jamais conseguirei viver sem o calor dos vossos olhares que me oferecem sempre o melhor abraço.
Vila Viçosa, Salão Nobre dos Paços do Concelho, dia 22 de Março de 2014.

PAULO JOSÉ

Os nossos dias eram sempre divertidos e repletos de boas e francas gargalhadas por entre as infinitas brincadeiras, embora algumas vezes sofrêssemos daquele mal de amuos que é típico dos amigos, algo que passava sempre e se resolvia numa questão de uns breves minutos.
Estávamos sempre ali entre a travessa do João Paulo, o Celeiro e a Praça; e nas férias grandes, quando tu ias para o Barreiro, sentíamos saudades tuas que tentávamos compensar com a troca de uns postais dos correios iguais àquele evocado na canção dos Rios Grande. Aí e em meia dúzia de breves linhas, tu falavas sempre das idas à praia e eu contava-te como ia a vida por aqui, e fazia-te um ponto de situação relativamente à caderneta de cromos que estivesse na moda e que poderia ser o “Vickie” ou “Homens, raças e costumes”, etc.
Tu voltavas sempre uns dias antes de as aulas recomeçarem e a tempo de pores em prática a tua grande invenção: as cábulas em harmónio.
Pela quantidade de matéria que tu colocavas em letra minúscula naqueles pequeníssimos pedaços de papel, ainda hoje acredito que tu és o único Português capaz de cumprir essa impossível missão de colocar o Rossio na Rua da Betesga.
Éramos infinitamente felizes, mas os dias mais alegres eram sempre os do Carnaval, que começavam na escolha das indumentárias e das personagens a incorporar. E tu eras o maior porque tinhas uma máscara semi-transparente que era imbatível e até conseguias mudar o andar num exercício perfeito de camuflagem que te tornava irreconhecível quando desfilavas pelas ruas de Vila Viçosa e íamos fazer visitas aos nossos familiares que se riam muito de nos ver assim e que celebravam a alegria da nossa visita com a gentil oferta de uma filhós.
Lembras-te quando fugiste à volta da mesa da casa da D. Catarina porque alguém te queria apalpar os generosos “seios” para comprovar se eras uma rapariga?
E tu a defenderes heroicamente os dois pares de meias que davam volume à caixa do soutien.
Mas nem sempre conseguias fugir com eficácia…
Naquele dia em que fomos celebrar a Eucaristia com o Padre Armando para o Bosque de Borba, tiveste autorização especial para permanecer em tronco nu depois de não teres “fugido” a uma valente queda para dentro do lago.
Existiam também os serões passados debaixo da laranjeira da Praça quando comíamos os “Sameiros” da D. Catarina, o “perfume” das nossas conversas picantes de adolescentes que expostas agora na TVI poderiam passar à hora do almoço de tão inocentes que eram, as idas a Fátima em Setembro para o Animação Nacional com paragem em Abrantes para tu gritares o nome do Manuel por entre o eco do Mercado Municipal…
E um dia partimos…
Eu para Lisboa e tu para Évora seguindo a rota desse amor pela Paula que deu ao mundo e à tua vida, dois príncipes encantados.
Agora vemo-nos pouco e quase sempre começamos as conversas com a contabilidade dos cabelos brancos e das carecas; a propósito de carecas, lembras-te do tratamento à base de tutano de vaca com que besuntavas o coro cabeludo na esperança de voltar a ter cabelo?
Definitivamente não resultou… mas ninguém jamais se poderá esquecer do “aroma” desses dias.
Esses dias simples e simultaneamente perfeitos que tornaram infinitamente cúmplices as nossas Histórias, criando uma raiz profunda que torna eterna a nossa amizade.
Paulo, um grande abraço de parabéns com esta certeza de que até poderemos falar pouco e muito poucas vezes, mas gosto e gostarei sempre muito de ti.