segunda-feira, 31 de março de 2014

MANUEL JOÃO

Nenhum dos muitos e felizmente bons amigos que tenho se importará que eu diga que és o melhor de todos esses amigos.
Não aplico aqui nenhuma escala especial de avaliação, digo isto apenas porque sinto que somos afinal muito mais irmãos do que propriamente apenas amigos.
Um irmão extra oferecido pela vida e escolhido por mim por claro mérito teu. És feito da “massa” das pessoas de excelência, e eu por ti, ponho as mãos no fogo pois sei que jamais me queimarei.
Crescemos juntos e a nossa amizade terá sempre a nossa idade, alicerçada nessa partilha que hoje fazemos à mesa do Restauração como antes fazíamos nas salas do teu segundo andar, alinhando os bonecos de um improvisado Jardim Zoológico e uma cidade cheia de carrinhos miniatura da Matchbox com que depois brincávamos.
Brincávamos mas já com a ambição de ser homens quando fumávamos cigarros Kentucky às escondidas e atirávamos as “beatas” para o telhado.
À hora do lanche, a tua mãe chamava-nos sempre para uma torrada e um Sumol que íamos buscar ao café do teu pai, um homem que raríssimas vezes eu consegui ver de outra forma que não a trabalhar.
Herdaste dos teus pais a generosidade e a honestidade, para além de milhões de outros valores de excelência; e isso fui sentindo sempre, mesmo quando apenas as cartas escritas aproximavam Lisboa e Portalegre nos anos em que estávamos a estudar.
Guardo ainda todas essas cartas e às vezes abro uma e releio-a para activar a memória que me reconheces.
Estão lá todas as palavras da partilha que entrelaça definitivamente as vidas e constrói as melhores amizades do mundo, a partilha de dois amigos que apanharam o “vapor da liberdade” e ousaram sonhar juntos construindo vidas que romperam os destinos bem mais modestos que por família nos eram atribuídos.
As cartas falam de uma fé inabalável em nós e em Deus, e transpiram um afecto fantástico.
E às vezes nas cartas até havia direito a banda desenhada (lembras-te das aventuras de “O grande bolo”?). Nem morto direi aqui quais eram as personagens principais do enredo que metia unhas e espátulas.
Quem nos vir hoje terá dificuldade em acreditar que éramos ambos tímidos e que às vezes também tínhamos aqueles arrufos típicos de amigos. Os arrufos passavam sempre rapidamente e a timidez foi sendo vencida aos poucos e muito por mérito desta amizade.
E o que a gente se ria?
Quando imitaste a Filipa Vacondeus a fazer panquecas na versão Herman José; quando fizeste de Jesus com uma alva para uma criança dez anos mais nova do que tu e ficaste com 40 centímetros de perna ao leu junto às peúgas brancas; quando enfiaste o vestido de noiva da tua tia Jeca e casaste com a Juca que ia de rapaz; quando fizeste de Ti Maria do Monte na festa da Zinha Duarte e levavas uma enorme saia de nazarena…
Os dias sorriem despudoradamente, e cresce e consegue ser muito maior quem tem amigos como tu.
Manuel, muitos parabéns pelos 48 anos e sobretudo, muito obrigado por me teres composto e recheado os dias dessa felicidade e ternura que te saem da massa de melhor amigo de que definitivamente és feito.

sábado, 29 de março de 2014

A essência eterna das estevas

Brilha intenso o sol da primavera quando cruzo o Douro saindo do Porto, e estrada fora, a manhã de sábado me oferece a tranquilidade de uma viagem no privilégio dos meus pensamentos.
Sigo embalado pelo silêncio e pelas cores do campo que a manhã me vai revelando.
É pelas bandas de Santarém que encontro o Tejo e não tardo a ver-me entre sobreiros na estrada que cruza a lezíria e me leva até à Branca.
O caminho está agora repleto da perseverante nobreza dos sobreiros e um pouco mais à frente, depois de uma curva da estrada, não resisto a parar junto a uma esteva enfeitada de uma infinidade de flores brancas que me sorriem.
É cedo e há tanto tempo que não acaricio o resinoso pé de uma esteva. Toco-lhe e arrasto depois os dedos até ao nariz oferecendo-me o aroma das ruas da minha terra quando a esteva secava à porta dos fornos antes de oferecer ao pão, chama e aroma; e assaltam-me as recordações do avô Joaquim a explicar-me a paixão de Cristo nos traços das pétalas, e de como a sorte pode mudar e ficar a nosso favor quando encontrarmos um pé de flores de raras quatro pétalas, que bem mais comuns são as de três.
Quem não for do campo jamais compreenderá esta necessidade de um homem parar no seu caminho apenas para beijar as flores.
Só vi flores de três pétalas mas a sorte chegou de aí a muito pouco nos abraços e nos sorrisos dos amigos.
A Natália fez esta semana sessenta anos e quis reunir-nos a todos.
Na pequena ermida soam cânticos, muitas palavras e lembranças ao redor da fé que será sempre a raiz mais profunda da nossa amizade.
Ouço o Padre Simões, que fez oitenta anos há muito poucos dias, e descubro que o conheci há precisamente 32 anos, tinha ele então a idade que eu tenho hoje. Oxalá eu possa envelhecer assim, e que as minhas palavras possam então soar baixinho por saírem da boca demasiado carregadas de doçura e verdade.
À volta da mesa do almoço não tardarão a sair canções, gargalhadas do melhor rir de nós próprios, lembranças, palavras, emoções fortes e as lembranças de décadas de cumplicidade e amizade.
Afinal conhecemo-nos todos há 32 anos e que bem enchemos cada dia deste período em que fomos mais felizes por nos termos uns aos outros.
Despedimo-nos e eu devolvo-me à estrada que pelo mesmo Ribatejo me levará agora até casa.
Já é tarde e o sol ameaça pôr-se de aí a muito pouco.
Sigo mais uma vez entre sobreiros e passo pela minha esteva da manhã. Está diferente com o sol a incidir-lhe agora de uma outra forma.
Já não paro mas acredito que se saísse do carro e lhe tocasse, a sua essência estaria igual.
A esteva é afinal como nós. O tempo deu-nos um ar diferente mas conservámos a essência que nos uniu e unirá sempre.
Somos os melhores amigos e somos eternas flores do campo.
A estrada conduz-me agora de encontro ao sol que parece dizer-me adeus por detrás de uns montes, no instante em que volto a cruzar o Tejo.
E não sei bem porquê… talvez seja apenas porque sou um pouco tonto, mas dou comigo a chorar um pouco.
Há dias assim, dias repletos de momentos que de tão perfeitos, nos deixam imediata saudade na hora do pôr-do-sol.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Acção de graças

Num dos dias desta semana chegou-me um pedido inédito e nada fácil: escrever a oração de acção de graças para uma eucaristia.
Andei a matutar no assunto, e dei-lhe voltas até me decidir sentar e rezar, com a diferença em relação às demais vezes, de ter o i-pad na mão e ir escrevendo.
Mandei o resultado ao meu querido amigo Padre António Júlio e à minha querida amiga teóloga Maria Manuela, para além dos outros amigos envolvidos na “encomenda”. Todos gostaram.
Partilho convosco o que escrevi / rezei, espero que gostem e, se for o caso, rezem comigo.

ACÇÃO DE GRAÇAS

Louvado sejas Senhor das Searas
Senhor do Pão
Alimento eterno
Senhor alento de todos os meus dias
Senhor dos meus sorrisos
Da minha paz
Senhor das minhas mais doces e profundas alegrias

Louvado sejas Senhor Rei de toda a Terra
Senhor das Águas
Saciar da minha sede
Senhor de todos os meus passos
Alívio das minhas dores
Pai das minhas forças
Senhor alento na morte de todos os meus cansaços

Louvado sejas Pai do mais profundo amor
Rocha firme
Alicerce eterno
Senhor do mais intenso querer
Perpétuo companheiro de todas as horas
Raiz da felicidade
Pai inspiração de todo o meu viver

Louvado sejas Senhor dos Campos
Senhor dos mares
Senhor dos rios
Senhor do sol
Senhor da ciência
Senhor do saber
Senhor das minhas angústias
Senhor das minhas vontades
Senhor do meu sonhar
Dos horizontes…
Senhor superlativo infinito de amar

Meu Pai

Pai do universo todo

Senhor…
Louvado sejas

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ele há dias…

Estar na cidade do Porto e tomar o pequeno-almoço na mesma sala do Pinto da Costa no dia a seguir a uma derrota do Benfica no Estádio do Dragão, é uma experiência quase tão agradável quanto escorregar por um corrimão de lâminas e aterrar com o traseiro num alguidar de álcool puro.
Foi difícil mas sobrevivi e lá parti com as feridas em processo de acelerada cicatrização até à manhã de trabalho que decorreu sem quaisquer sobressaltos ou recaídas do doloroso processo futebolístico de carácter agudo.
O restaurante do almoço tem ao lado uma loja “A Vida Portuguesa” e não resisto a entrar até porque tenho a incumbência de “espreitar” alguns presentes.
Confesso que gosto do conceito da loja que vem de encontro às minhas memórias através de produtos e marcas eternas como os lápis de cor da “Viarco”, os chocolates da “Regina”, os sabonetes “Feno de Portugal” ou os limpa metais da “Coração”.
Mas a “Vida Portuguesa” já não é definitivamente a mesma, nem com a presença de todas estas marcas. Aqui, nas outras lojas e em todo o país em geral, assistimos a um fenómeno interessante que é o risco de extinção de expressões como “desculpe”, “obrigado” ou “se faz favor”.
Partilho a minha experiência:
Na prateleira dos produtos que me interessam há um letreiro que solicita ao cliente a ausência de qualquer contacto táctil com as peças, devendo chamar um funcionário para o ajudar.
Dirijo-me então ao balcão onde está uma rapariga de avental a arrumar Rebuçados Santo Onofre num cesto e solicito ajuda.
Se eu lhe tivesse pedido para ela me cantar um fado da Amália, acho que me teria respondido com igual expressão macerada de dor e cansaço.
Soprou ao de leve e acompanhou-me com tal “simpatia” que me senti na obrigação de lhe dizer:
- Só a chamei porque segui a recomendação deste painel.
Nem reagiu.
Eu escolhi a peça e ela dirige-se novamente ao seu posto no balcão mas com uma lentidão demonstradora de uma tal astenia que quase lhe recomendei umas ampolas bebíveis de Sargenor para ver se arrebitava.
Fez o embrulho, as contas e depois de eu lhe ter dado o Cartão Multibanco e de ela o ter passado na máquina, o sistema deu erro.
E aí directamente:
- Isto está a dar erro. O senhor não deve ter dinheiro na conta.
E disse bem alto para que ninguém pudesse deixar de ouvir.
O comentário teve para mim o mesmo efeito que o ataque dos Japoneses a Pearl Harbor teve sobre os Americanos, e declarei-lhe guerra.
Gritei então ainda mais alto:
- Tenho sim. Ainda há pouco consultei o extracto.
Ela soprou mais uma vez sobre a máquina e voltou a passar o cartão.
Não deixei passar o sopro em vão:
- Nunca ouvi dizer que estas máquinas sobreaqueciam, talvez não valha a pena soprar.
E quando voltou a dar erro, uma colega armada em ONU resolveu intervir naquele conflito armado:
- Vai com o senhor ao balcão do primeiro andar porque aí o terminal é de outra rede e vai funcionar por certo.
E foi a “Madame ONU” que me pediu por favor para acompanhar a colega dado que a minha “inimiga” nem para mim olhou.
O cartão funcionou finalmente e eu acabei por sair da loja sem que a senhora do avental me dissesse “desculpe”, “obrigado” ou “se faz favor”.
Este episódio não é caso raro, suspeito eu de que se criou na cabeça de uma geração, a ideia de que estas expressões que manifestam tão-só boa educação são sinónimo de menosprezo perante egos superdesenvolvidos e importantes.
Ou eu estou a ficar velho e tudo isto é uma patetice minha, ou seria importante colocar por aí alguns cartazes idênticos àqueles que há alguns anos alertavam para a necessidade de salvar o lince na Serra da Malcata:
“Salvem o SE FAZ FAVOR na Vida Portuguesa”
Caso contrário e assumamos a extinção, será conveniente mandar dizer para Espanha que a expressão “es mas cumplido que un Portugues” está definitivamente desajustada.
E segui então para a minha tarde de trabalho que afortunadamente correu muito bem.
No entanto e como vai de dia, temo pela hora do jantar.
É que com o balanço que o dia leva, não me espanta que se possa sentar ao meu lado o Jorge Jesus a falar com alguém sobre as madeixas californianas que lhe fazem no seu cabeleireiro preferido.
E aí…

quarta-feira, 26 de março de 2014

Douro

A estrada trepa pela alta montanha, e lá no cimo, no instante em que o olhar se entrega em exclusivo ao horizonte, vislumbro as coroas de granito em infinitas montanhas iguais a esta que me dá guarita e de onde eu espreito.
O granito de milénios, cinzelado e feito a voz dos Homens no perpetuar de tantas lendas.
Lá em baixo, a serpentear e a pintar de azul todos os recantos do vale, há um rio baptizado com nome de ouro, que das montanhas recebe a devoção do íngreme declive se deixar morrer, fazendo-se escada longa e de mil degraus por onde os deuses e os céus poderão descer para beijar a bênção destas eternas águas.
E nos degraus expostos sem reservas ao sol e aos aromas do rio, de certo por mérito e privilégio de Baco, cresce o vinho perfeito por entre arbustos e as amendoeiras que o tardio inverno fez tingir de branco.
Aqui e ali, nas curvas do caminho que se fazem mais generosas para o olhar no irresistível contemplar do rio, erguem-se nobres ou simples casas dos Homens, e alvas casas de Deus construídas pelo cimento de uma fé tão forte como o próprio granito.
Casas de Deus... e casas de Maria, Senhora Mãe de tantas devoções do nosso povo.
Caminhante solitário, sigo com o eco das palavras de Torga e com a alma presa ao privilégio do olhar que contempla uma terra assim.
Douro…
Tudo isto é perfeito e muito mais do que apenas um rio.
E talvez não seja necessário morrer para se sentir o paraíso.

terça-feira, 25 de março de 2014

Um fim-de-semana na quinta da Avó Teodora

Com base na minha experiência de tio extremoso, recomenda-me a prudência que jamais deixemos avós e netos num mesmo espaço durante muito tempo, tal o elevadíssimo risco de danos irreversíveis sobre mobiliário, roupas, instalação eléctrica, alimentos, etc. Ou seja, este intercâmbio geracional resulta habitualmente num encontro de rastilho e fósforo, e é capaz de fazer explodir tudo aquilo que com ele coabite na ausência de uma possível e pronta intervenção racional da nossa parte.
Foi pois uma irresponsabilidade terem colocado ontem a “avozinha” Teodora Cardoso, septuagenária Presidente do Conselho das Finanças Públicas e que já deve alguns anos à reforma, em amena “cavaqueira” com o Grupo Parlamentar do PSD, os “netinhos” que adoram brincar aos referendos e que colam cartazes nas paredes como quem cola cromos na caderneta.
Ao melhor estilo “apartamento da Sónia Brazão”, a senhora recomendou que não se taxe mais o ordenado mas que seja aplicada uma taxa sobre cada levantamento que o indivíduo faça directamente da conta onde depositou esse mesmo ordenado.
Diz ela que assim se incentiva à poupança.
Embora eu tenha muito respeito pelas suas células cerebrais cansadas, é triste ver como a pobre senhora já não consegue vislumbrar que a maioria dos Portugueses afortunados por ainda conseguir receber ordenado, não poupa porque não quer mas sim porque não pode.
Os “netinhos” também ainda não cresceram o suficiente para conseguir explicar estas coisas à anciã criatura.
Que tal pegarem no andarilho da lucidez e levarem a pobre senhora a visitar um supermercado em hora de ponta assegurando-se que a graduação das lentes é a indicada?
E depois, que precedente perigoso se poderia abrir com esta medida que taxa tudo a jusante dos processos…
Poderiam aliviar-se os impostos sobre os alimentos mas colocar um sistema ao estilo “Via Verde das Sanitas” que permitisse avaliar o volume de resíduos sólidos e líquidos devolvidos pelo metabolismo de cada família, volume ao qual seria aplicado depois um imposto, o ISM (Imposto sobre a m…).
É possível promover também um alívio das taxas moderadoras no acesso às urgências hospitalares, promovendo de seguida o desenvolvimento de um novo imposto sobre a redução média de febre conseguida por acção dos anti-piréticos prescritos em tal consulta, o ISRMT (Imposto sobre a Redução Média de Temperatura), com uma ligação de cada termómetro aos satélites controlados pelo Ministério da Saúde.
Em Portugal e de forma definitiva, o principal território para o desenvolvimento da criatividade é a cobrança de impostos. É a criatividade associada à eficácia, pois nem um só fica por cobrar.
Há alguns anos, mais precisamente no longínquo ano de 1931, a actriz Corina Freire estreou na revista “O Mexilhão” o grande sucesso “Teodoro não vás ao sonoro”.
Cantava assim:
“Teodoro não vás ao sonoro
Teodoro não sejas ruim
Teodoro repara que eu choro
Se fores ao sonoro não gostas de mim”
Em 2014, o nome da revista pode manter-se porque não poderia ser mais pertinente, mas para a letra eu sugiro:
“Teodora vai-te lá embora
Teodora não sejas ruim
Teodora repara que agora
Se não fores embora não gostas de mim”
Teodora é para teu bem porque se resolvem mesmo criar o ISM tu vais à falência.

segunda-feira, 24 de março de 2014

NATÁLIA JOÃO

Os anjos nunca têm asas e nem sequer precisam saber caminhar para nos guardarem envoltos no conforto dos maiores afectos e nos ajudarem a cruzar os dias de uma forma feliz.
Os anjos ensinam-nos a linguagem perfeita do amor.
Os anjos são mestres, lutadores, destemidos heróis e guerreiros da fé que buscam todos os horizontes e que jamais aceitam os maus destinos como inevitáveis.
Os anjos alimentam-nos da força que transporta os sonhos desde a utopia até à expressão de uma vontade possível.
Os anjos desconhecem a cor da distância e perpetuam-se junto a nós pela força com que nos querem.
Os anjos são poetas que sabem ler a nobreza que existe escondida nos detalhes mais pequenos e mais simples dos dias.
Os anjos sorriem com o olhar, fazem-nos sorrir também a nós e abraçam-nos pelas palavras temperadas de uma inigualável doçura.
Os anjos inspiram-nos a ser maiores, coerentes, honestos, generosos, autênticos, bons, verdadeiros…
Natália, no dia em que cumpres sessenta anos, eu poderia dizer que és uma das amigas mais especiais que guardo na vida, mas isso saberia definitivamente a muito pouco.
Natália…
Os anjos são pessoas como tu.
Um beijo