quinta-feira, 3 de julho de 2014

Um pássaro no parapeito

Devo-lhe o nome…
O avô Joaquim era a pessoa que com mais perícia enrolava tabaco numa mortalha em momentos em que as histórias lhe saiam melhor do que nunca. E quando beijava o seu cigarro e o acendia, já as memórias estavam à solta e crepitavam como as brasas da lareira a que ele injectava energia pelo sopro oferecido a um longo tubo de metal.
As histórias que nos faziam voar muito para lá daquela cozinha que tinha sempre aroma de temperos, tinha a água fresca guardada em cântaros de barro, e onde a comida era feita num enorme fogão de lenha que tinha incorporada uma torneira de onde saía água quente e um forno onde na Páscoa se coziam os melhores folares feitos de bolo finto.
E a comida herdava sempre os sabores da lenha que o avô tratava com a perícia de um mestre.
As histórias carregadas com os detalhes do campo que provávamos juntos quando em direcção ao Colmeal da Silveirinha, caminhávamos ao longo da parede da Tapada, muito para lá do Paraíso e do Carapiteiro, na cumplicidade de uma terra que fazíamos nossa pelos passos firmes e seguros, aprendendo eu o nome de cada planta e erva que ladeavam as veredas… ou quando procurávamos ao longo da ribeira, o aroma do poejo que permitisse temperar de Alentejo a açorda mais perfeita que alguma vez comi.
O campo sentido naqueles melões e melancias que nunca cresceram, na azeitona que apanhávamos quando chegavam os dias frios ao redor do Natal, nas peras mínimas temperadas de mel e que tínhamos em casa aos milhares, naquela produção de tomate que parecia milagre da multiplicação, em número e qualidade; e sempre no melhor de cada colheita que invariavelmente aparecia em nossa casa após viagem em cestos e canastras de verga impecavelmente limpas, activando de aromas o melhor e mais eficaz calendário dos sentidos.
E no avô havia também o humor com marca de Alentejo expresso por exemplo naquela história contada pela avó Chica quando numa determinada noite sentiu ao seu lado que o avô urinava na cama e o despertou aos gritos, recebendo como resposta:
- Mas porque é que me acordaste? Eu estava a ficar tão aliviado enquanto sonhava que estava a urinar para um canteiro da estação dos caminhos-de-ferro.
E comigo, todo o afecto sempre por entre os beijos, as carícias, o olhar de orgulho para o primeiro neto rapaz e a insistência em chamar-me carinhosamente “o meu caga e tosse”.
Devo-lhe portanto muito mais do que apenas o nome, inúmeras memórias a que cada dia vai acrescentando eternidade.
Quem dá tudo e o melhor de si, mesmo que objectivamente pouco aos olhos dos Homens, é o mais generoso. E aquele que é receptor desse todo de alguém é um príncipe afortunado que só pode reconhecer-se como o mais feliz do universo. Eu sou este último pelo privilégio de um avô assim.
Aqui em minha casa e no parapeito da janela pousam muitas vezes as gaivotas que sinto me vêm trazer lembranças do mar.
Da mesma forma, estas memórias tecidas de histórias minhas e perfeitas que me acodem em tantos e tantos dias são as melhores lembranças de um campo que nunca será meu, porque eu é que serei sempre dele.
Quem pisa veredas sabe que não há caminhos impossíveis na concretização dos sonhos e das vontades, e quem faz uma concha com as mãos para beber a água que corre livre pelas fontes, conhece bem o valor incalculável da liberdade, da qual jamais abdicará.
São essas as lições do campo, são essas as heranças valiosas que eu guardo do avô Joaquim.
Num dia de muito sol, o avô Joaquim partiu faz hoje precisamente 33 anos, a dois dias de eu completar 15 anos no meu pior dia de aniversário.
Lembrei-me dele porque hoje enquanto tomava o pequeno-almoço olhando o Tejo e o Atlântico para lá da minha vidraça, vi um pássaro que pousou no parapeito.
Hoje, num dia de muito sol.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

SOPHIA

Recuso-me a deixar de ser menino…
E aqui no mar da Granja, o eterno novo mar do norte que nunca se cansa de falar comigo, reconheço em cada detalhe por entre a água e o areal, todos os mistérios revelados nas tardes em que lá longe ofereci os meus ouvidos à bênção de um velho búzio.
Menino nascido de um búzio deste mar… ou do mar grego que banha as férteis planícies de Cós, ilha, musa, pátria de deuses e irmã cúmplice da história da liberdade.
Aqui, com um antes e um depois, um tempo dividido mas sempre sob o signo de sonhar; sou um poeta com o canto e a herança de Orfeu, e um eterno apaixonado com a fidelidade de Eurídice fugindo às garras da cobiça do apicultor Aristeu.
Com as cores rebeldes de um coral, sou vadio, um Cristo cigano entregue às navegações que a alma lhe impõe, na geografia da vontade que dá um nome, o meu nome, a todas as coisas que por eu tanto querer já se fizeram minhas.
E juro que serei fiel a mim, e serei sempre eu, aqui em frente ao mar vivendo intensamente o hoje em que tudo acontece.
“No Hoje, nasci... no Hoje, vivo... no Hoje, morrerei um dia”
Aqui em frente ao mar e ao jeito de Sophia, que mais do que a rima que lhe dá o nome, é a própria poesia.
Sophia de Mello Breyner Andresen torna-se hoje a segunda mulher a entrar no Panteão Nacional. Depois da voz dos deuses, Amália, completa-se um ciclo com a mestra das palavras desses mesmos deuses.
Juntam-se aquelas que eternamente no Luso Olimpo, são as palavras e a voz maior da glória do nosso povo.
Um dia ainda menino e na minha Vila Viçosa, com a ajuda da Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian, li de Sophia, “A Menina do Mar”.
E mais do que um livro, foi um búzio carregado do som e de todos os mistérios e encantos da poesia, que transpira até da própria prosa; a poesia que me tomou pela mão ao jeito de um convite:
- “Vem comigo, no caminho eu te explico”.
E por aí vamos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Julho

Não fora a consciência do sítio por onde andamos no calendário, e pela chuva persistente a bater na janela do meu quarto durante a madrugada, eu juraria que hoje não se iniciava o segundo semestre do ano, o mês de Julho.
Mas sim, é Julho e vai estranho este verão na agonia de mais um ditado popular, pois parece pouco crível que “em Julho nunca a água do rio fez barulho”
Se nunca fez, talvez faça agora, sem que Julho deixe de ser Julho.
As nuvens no céu nunca conseguirão matar o verão, resistente no calendário, tal como nós não morremos nunca, nem nos deixamos morrer naqueles dias em que parece que o sol emigrou muito para lá da nossa existência.
Julho homenageia Júlio César, o imperador romano que nasceu nesta altura do ano, e é o mês designado por Heinakuu no Calendário Finlandês, o que significa “o mês dos fenos”…
E o tempo, ou qualquer das suas fracções, será sempre aquilo que quisermos que ele seja, em tudo e até no nome, com mais ou menos intervenção das nossas mais convictas crenças.
“Em Julho, eu o ceifo e o debulho” ou “Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho”, faz-nos estar mais próximos dos Finlandeses do que aquilo que poderíamos supor.
Há sempre pontes entre duas margens que parecem inconciliáveis. Às vezes basta apenas procurá-las com arte e engenho.
E se nós gostamos de um Julho quente para andarmos por aí a saltitar e até aproveitar o sol ao fim da tarde para uma bebida à beira-mar, o contrário pensam as abelhas, de quem se diz:
- “Em Julho abafadiço, fica a abelha no cortiço”.
Até o clima, à semelhança de nós, não consegue agradar a todos ao mesmo tempo…
Impossível… e cuidado com as abelhas que com estes dias vão andar por aí a disponibilizar ferrão para quem se aproximar delas.
Julho…
Com chuva ou sem chuva vou fazer dele um pedaço fantástico do meu verão. Serei imperador ao fim da tarde sentindo o rio correr, a cantar ou no silêncio, recolhendo na alma todos os beijos da seara dos desejos que semeei contigo numa luminosa e fértil primavera.
Dar-te-ei abraços ao jeito de eternas pontes, em momentos doces, cúmplices e gémeos do amor que une as abelhas e as suas flores.
Em Julho…
Contigo.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O tempo e o envelhecer

À minha frente na sala de espera da consulta externa do Hospital da Luz está uma senhora lindíssima sentada numa cadeira de rodas. Não sou muito bom a reconhecer idades mas tenho a certeza de que o Cartão de Cidadã Nacional registará o seu nascimento numa data há mais de oitenta anos.
Alguém a transportou e a colocou face a face comigo deixando que os nossos olhares se cruzem e ela acabe até por esboçar um ligeiro sorriso nesse preciso instante. A mesma pessoa a transportará depois para a consulta quando chamarem pelo seu nome.
Imagino quantas histórias ela trará consigo “cravejadas” nas pernas já sem força e que impedem que caminhe...
Quanta vida lhe trará tingido assim de cinza o cabelo imaculadamente penteado por alguém nesta manhã?
E como olhará ela o tempo e o futuro por detrás daquele ser que já não existe de forma autónoma, independente?
Que cor terá o ver-se assim envelhecido?
Ontem domingo estive com os meus pais em Fátima na celebração da eucaristia no recinto, e junto a nós os três, estava uma outra família mas de dimensões bem maiores, com uma senhora que identifiquei logo como matriarca e denominador comum dos afectos de toda aquela gente.
À hora do adeus à virgem, impressionou-me a forma convulsiva como chorou, quando quase toda a gente por ali o fazia em silêncio, sendo denunciados apenas pelas lágrimas insistentes que corriam rostos abaixo.
Eu nunca entendi muito bem porque choramos no adeus a Fátima.
Será a saudade dos muitos que lá estiveram um dia connosco e agora já não estão?
Será a nossa própria saudade sobre aquele dia em que já não podermos estar ali?
Talvez um pouco de tudo isto.
E hoje ali na sala de espera, enquanto aguardava que chamassem o meu pai para a consulta de rotina de oftalmologia, a imagem serena da senhora à minha frente libertou-me na memória a senhora do choro de ontem, e juntei as duas talvez à esquina do medo de envelhecer que quase nunca deixa as pessoas indiferentes, e a mim por certo que também não.
Apeteceu-me então sair dali e ir viver intensamente para que nenhuma palavra fique por dizer ou escrever, nenhum beijo ou abraço fique adiado ou por dar, nenhum aroma e gosto fiquem por consumir no prazer de momentos únicos e irreversíveis…
Um dia, quando alguém me transportar seja para onde for por eu já não poder andar, quero ter o ar sereno daquela senhora que sorri, tendo no entanto comigo o peso de todas as histórias reservadas para mim no desenhar dos meus dias.
E se nessa altura me levarem a Fátima também quero chorar muito.
Não por saudade dos que já partiram, não por saudade dos dias em que já lá não conseguirei ir; mas chorar de alegria pela emoção de que o céu está ali a um passo e de que a bagagem que levo vai carregada daquilo que de melhor há no universo.

domingo, 29 de junho de 2014

Escravos da regra no silenciar da fé

A vela acesa tem o acrescido benefício de me confortar as mãos na noite fria de Fátima.
À minha volta há milhares de outras velas que resgatam rostos anónimos da penumbra da noite, e a vela acesa é assim a expressão de uma fé que nos une a todos.
A mim e aos meus pais, ao casal de Irlandeses que desceu connosco no elevador do hotel e que acabou a falar comigo de Temple Bar, do jovem com a camisola da Selecção de Futebol da Colômbia que grita golo no hall do hotel, da mulher que se descalça à minha frente no santuário quando a procissão se prepara para sair, dos dois meninos americanos de riso incontrolável que passam o terço a tirar fotos com o i-pad do pai, dos Chineses que rezam o quinto mistério em Mandarim fazendo com que eu só entenda a palavra “Maria”, das duas mulheres que há minha direita eu percebo que se namoram….
E quantas mais histórias…
Ali virado para a Capelinha das Aparições, penso também nos Jordanos com quem me cruzei há dias, ajoelhados nos seus tapetes e virados para Meca, penso nas raparigas Açorianas coroadas com a prata e os símbolos do Espírito Santo que vi também há pouco tempo nos Açores, e penso como a fé tem afinal tantos rostos quanto o número de Homens que habitam o universo.
E o epicentro dessa fé será sempre o coração dos Homens, com independência do “altar” ou da latitude para a qual nos viremos ou não na hora de rezar.
Na noite fria de Fátima impera o silêncio por entre as velas acesas até ao momento em que termina o terço e a procissão sai da Capelinha. Há então homens fardados ou homens com uma braçadeira verde que gritam para a multidão, empurram gente para a escravatura de uma linha preta desenhada estrategicamente na calçada, mandam acelerar velhos e coxos com a mesma leviandade com que se organiza um baile num serviço hospitalar de ortopedia… e já ninguém consegue rezar nem mais uma Ave-Maria.
Foi-se a paz e veio a estúpida regra de andar depressa sobre uma linha preta desenhada no chão.
O essencial, rezar, morreu às mãos da norma criada pelo Homem numa circunstância meramente logística em que não hesitou impor-se sobre a fragilidade dos outros fazendo de si um poderoso juiz.
Profético e exemplificativo.
A religião esmaga tantas vezes e inexplicavelmente a própria fé quando se substitui ao essencial na norma estúpida da conveniência de meia dúzia de poderosos.
E se os “operacionais das religiões” tivessem cara de ressuscitados, e palavras e gestos de gente de fé; nós até continuaríamos a rezar.
Mas há linhas pretas no chão de Fátima e um horário rígido a cumprir, há burkas sobre a face das Jordanas, há a moral que assenta mais nas convicções do que da própria fé.
Crucifiquem-me se quiserem, mas mesmo sendo católico e professando portanto uma religião, não tenho quaisquer dúvidas de que os maiores fazedores de ateus são os operacionais emissores e cumpridores de normas absurdas sacralizadas pelas suas conveniências; os que habitam nos templos mais íntimos das religiões a fabricar a moral.
A noite continua fria quando abandonamos o santuário e nos dirigimos de novo de volta ao hotel.
Falamos de quê?
Do homem e dos empurrões que levámos.
A paz à hora do terço?
Já passou.
A fé?
Viverá connosco eternamente e por cima de todas as convenções e meras circunstâncias da moral tantas vezes imbecil.

sábado, 28 de junho de 2014

Os mistérios do amor numa conversa ao fim da tarde

Em Vila Viçosa, às vezes ao fim da tarde e quando o sol insiste em se retirar ali para as bandas da Rua dos Fidalgos, a mesa dos amigos convoca-nos para a esplanada do Café Restauração, sendo a bebida fresca apenas um pretexto, porque o patrocínio da conversa e do riso, é o afecto eterno que nos une.
Ontem foi mais uma vez assim e as palavras levaram-nos até aquele momento “pirrónico” em que fui questionado sobre o amor e a paixão, expressos tantas vezes no que eu escrevo.
Como então não tive tempo para responder, Manuela, Manuel, Ana Cristina, Joana e Fábio, meus queridos amigos, aqui vai a resposta:

Perguntas tu se é uma paixão
O que está por detrás dos meus versos
E eu digo que não há coração
Que não guarde segredos diversos

Jamais existirá um poeta
Que fale de amor sem o sentir
Se é o sol que um dia completa
E faz a noite à hora de partir

É assim bem fácil saber quem é
Que dá ao amor identidade
Alguém que estando mesmo aqui ao pé
Nos faz até chorar de saudade

E o amor em total dimensão
Não tem género e não tem cor
O amor é o próprio coração
Rendido ao que lhe dá valor

Assim eu vos confesso pois aqui
Olhando à nossa grande amizade
Que amor é tudo o que eu já vivi
Com este anjo, que o é de verdade.

Para bom entendedor…
Até para a semana com mais uma bebida temperada de palavras… e mistérios.   

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma absurda obsessão pela tragédia

Com mais ou menos fundamento, e com mais ou menos influência da nossa História antiga e recente, há em nós Portugueses uma quase absurda obsessão pela tragédia.
Não é raro que quando alguém vem ter connosco e desabafa:
- Sabes que tive um acidente e parti os dois braços?
Nós respondamos:
- Tiveste muita sorte…
Concluindo logo de seguida:
- É que poderias ter morrido.
Mas a sorte associada a um acidente e à fractura dos dois braços é algo que efectivamente soa a muito estranho, a não ser para nós que pomos sempre o destino muito para lá da fronteira do jazigo.
Agora que a Selecção Nacional de Futebol saiu do Campeonato do Mundo sem grande glória, o coro dos trágicos lá voltou a atacar com argumentos do tipo:
- “Pelo menos o Cristiano Ronaldo marcou um golo”;
Ou:
- “De todas as selecções europeias eliminadas, a nossa foi a que conseguiu maior número de pontos”;
Ou ainda:
- “Afinal até não foi mau porque só fomos eliminados pela diferença de golos”.
Pois foi, saímos eliminados como os demais e ao jeito dos dois braços partidos, mas ainda tivemos muita sorte. Porque até poderia ter caído o avião no regresso de campinas…
Um aluno que tire dez num exame tem uma óptima nota, pois poderia ter reprovado.
18% de desemprego é excelente, poderíamos estar todos desempregados e a dormir na rua.
Se nos fixarmos no terrível mais negro que nos possa acontecer até a mediocridade se torna aceitável.
Neste contexto da tragédia também é fácil “desenhar” e inventar heróis. O guarda-redes Beto chorou porque foi substituído e foi desde logo “trasladado” para o altar dos heróis porque as suas lágrimas eram da cor das dores da pátria.
Por favor, este homem foi o que afirmou depois da final da Liga Europa que ganhou ao Benfica pelo Sevilha, que o facto de ter ganho a uma equipa Portuguesa ainda lhe dava mais gozo.
Herói nacional? Com este conceito estranho de pátria, o homem estava a chorar pelas dores na barriga ou então porque o regresso antecipado a Portugal lhe diminuía consideravelmente o prémio de jogo.
Ainda associado a esta prática também é comum que alguém conclua no final que:
- “Afinal tinha sido possível”.
Já assim foi em Alcácer-Quibir com o desejado D. Sebastião e mais recentemente na final europeia com a Grécia.
Até o PEC IV ainda entra nesta onda.
Já li hoje o mesmo relativamente à goleada ao Gana.
Meus amigos, acreditar dá sempre muito mais jeito antes de um desfecho irreversível. Mais tarde, para além de ter o inconveniente sabor de uma sopa ingerida depois do almoço, já não consegue ajudar muito a mudar o destino.
Concluindo, tivemos uma prestação fraca no Mundial de Futebol. O Cristiano Ronaldo é indiscutivelmente o melhor jogador do mundo mas a grande maioria dos seus companheiros de selecção não é lá grande coisa, e o facto do Paulo Bento ser um treinador que nunca ganhou mais nada para lá de umas Taças de Portugal, também não ajuda muito.
Sem explorações pela área negra da tragédia, com objectividade e sem resignações; que assim com total apoio da razão, se cresce e se altera o rumo negativo que possa ter a História.
E sem que nos contentemos com pouco.