sexta-feira, 25 de julho de 2014

Quadras ao jeito do campo

No passado dia 13 tive o privilégio de participar em Coruche numa tertúlia poética cujo tema era “Entre a charneca e a lezíria”.
Fiz então algumas quadras que entre uma coisa e outra são definitivamente ao jeito do campo. Partilho-as:

De urze bem perfumada
Saiu a charneca a cantar
Tão feliz, apaixonada
Para a lezíria conquistar

Já Coruche estava à vista
E o Sorraia por perto
Quando rogou que na conquista
Tudo fosse bater certo

E no Castelo, a Senhora
Que os campos conhece bem
Disse-lhe que em frente fora
Com a coragem que convém

Chegado então o momento
A Charneca respirou fundo
Bebeu do amor o alento
E a maior paixão do mundo

Lezíria meu amor primeiro
Meu jardim à beira d'água
Aceita-me assim trigueiro
Apaga as minhas dores, a mágoa

Lezíria do Tejo rainha
Verde infinito, amor, verdade
Eu quero que sejas minha
Desde aqui à eternidade

Ai Charneca há quantos anos
Que eu te esperava aqui
De entre os campos lusitanos
Eu só te quero mesmo a ti

E a Lezíria e a Charneca
Casaram sob o céu azul
Que adiar o sonho, hipoteca
O amor, a perfeição do sul.

E como hoje é Sexta-feira e véspera de um fim-de-semana, aqui vai só para vocês:

Hoje é dia de São Tiago
Discípulo de Compostela
Não bebam a vida de um trago
Com amor e fé… desfrutem dela.

Um grande abraço


quinta-feira, 24 de julho de 2014

O sonho de uma manhã de verão

Há um campo imenso em tons de verde e rasgado por flores, que encaminha inevitavelmente os nossos olhos para o mar que ao longe toca o céu num degradé por entre mil tons de azul.
O sol nasceu não há muito tempo, e o navio imponente que passa a ritmo constante cumprindo o seu destino, tomou desta hora um inédito tom de ouro que brilha intensa e incansavelmente.
Eu vejo o ouro a cruzar e por sobre o azul.
Escuta-se o vento que sopra forte; e o velho pinheiro e a mancha ali à direita de um pequeno canavial que toca o leito quase apagado da ribeira, já se renderam e parecem querer voar aproveitando este impulso do ar que corre veloz dando-nos a sensação de fresco por entre a manhã de verão.
Há uma casa que já foi branca, o que resta da torre sineira da pequena capela de uma quinta que alguém um dia sonhou com vista para o Atlântico, e que é agora uma sombra de cal com buracos de onde nascem e crescem silvas… e amoras.
Passa gente, a pé ou em carros, cumprindo com perícia o labirinto das horas neste ciclo irredutível do tempo; mas és só tu, o meu amor de rosto sereno e perfeito, quem eu vejo encostado à paragem de autocarro a quem estes dias de estio e férias ofereceram uma inédita solidão.
Eu voo por sobre esta manhã e por este sonho que não tem palavras.
Nos sonhos os gestos e os olhares falam muito mais do que aquilo que os lábios possam dizer.
Eu voo por sobre este sonho que talvez nunca venha a ter nome.
Nos sonhos, pouco importa o nome, e o importante mesmo é saber como não acordar.
De repente eu estaciono na paragem, tu abres a porta e entras enquanto eu ouço mais do que nunca, o vento; dás-me então um beijo e seguimos os dois em direcção ao mar.
Os dois felizes, a sorrirmos e sem nunca nos deixarmos acordar.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

As mãos mártires de “Anne Frank” também são assassinas e capazes de matar crianças

Tem nome de imperador romano e uma propensão para falar que aliada à minha, nos coloca em diálogo logo desde a porta do hotel onde me foi buscar no seu táxi, para me levar até ao aeroporto da Madeira.
Naquela sequência que irmana as conversas com as cerejas, começámos por falar de teatro, depois Raul Solnado, a guerra e acabámos a falar do 25 de Abril de 1974.
Actualmente com 62 anos, o meu companheiro de viagem que tem a quarta classe mas que fala fluentemente quatro línguas por via dos anos em que trabalhou nos cruzeiros internacionais, fala-me desse dia de Abril na primeira pessoa, relatando como o serviço militar obrigatório no Regimento de Transmissões, na Graça, o tinha colocado a preservar “limpo” o corredor antes aberto pelas tropas de Salgueiro Maia ali pelas bandas do Terreiro do Paço.
Não resisto a perguntar-lhe:
- E teve a sensação de estar a mudar a História?
A resposta não tarda na forma de uma outra pergunta:
- E a História mudou mesmo?
E sente-se na obrigação de relatar como vai dura a vida pela ilha, a forma como os seus irmãos sobrevivem à agonia de não ter emprego na construção civil e de como cultivam a terra para conseguir umas batatas “biológicas” que vendem por fora do circuito comercial legal, para que o lucro não se vá todo com os impostos.
- Eu ajudo-os vindo à frente deles pelas estradas durante a madrugada para me certificar de que a polícia não anda por aí.
Continua:
- Sabemos que o que fazemos não está correcto mas se não for assim não há dinheiro para as necessidades mais básicas. Por força das circunstâncias somos contrabandistas dentro do nosso próprio território.
E a História, que muda sempre nos instantes em que chega a liberdade, parece agora quase igual à de antes por via do “pão” e do esgravatar que o momento impõe.
A fome mata e ressuscita regimes políticos, e a imbecilidade reinante no regime de agora apresenta o perigo de legitimar o muito mau, o péssimo de antes.
Quando tudo parece tão igual…
Eu falo-lhe então exactamente da liberdade e até do modo como os dois podemos falar sem medo sobre tudo e também sobre as nossas próprias dores, mas duvido que os benefícios por mim apresentados, o tenham convencido no momento em que chegámos ao aeroporto e nos despedimos desejando-nos mutuamente, muita sorte.
Não tarda e estou sentado na sala do restaurante do Aeroporto a beber uma Brisa de Maracujá com o olhar a alternar entre o azul do Atlântico e o negro, o muito negro dos dias de Gaza.
A História repete-se comprovando que o Homem nunca aprende nada com o muito mau do passado, em qualquer parte do mundo, tal como em Portugal.
Ou talvez seja genética esta miséria que nos deixa tristes quando percebemos que a esperança morre ou se apaga para que o ciclo passe sempre pela guerra, “legitimada” tantas vezes por esse estúpido estatuto de divindade, de santa.
A dor que nos entristece quando descobrimos que as mãos mártires de “Anne Frank” também são capazes de assassinar e matar crianças de uma forma brutal e cruel.
E a vítima faz-se carrasco no triste ciclo de uma História que tem ares de inevitável, mas que eu quero sempre acreditar que não o é.
Valha-nos a liberdade e a paz… e já agora, que não nos falte o pão.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Xtremerotation

Cumprindo um fado recorrente entre os nossos, um velho amigo foi recentemente dispensado pela empresa onde trabalhava e não perdeu tempo a criar a sua própria empresa, que isto de estar parado é um pouco como deixar-se morrer.
Pesquisando sobre os procedimentos a seguir para concretizar com êxito este objectivo, deparou-se desde logo com um alerta relativamente ao nome a escolher para a empresa pois qualquer proposta teria de submeter-se a uma avaliação rigorosa que poderia bem acabar numa reprovação.
No entanto, para facilitar todo este processo, o Estado fornece uma lista de nomes credíveis que garantem aprovação imediata.
Os nomes estão no sítio da internet com o endereço www.empresanahora.pt/ENH/sections/PT_lista-de-firmas, e a expectativa legítima é a de encontrar nomes imaculados.
Começamos obviamente pela letra A e as três primeiras sugestões (Abstratigracioso, Abstratimasgistral e Acontecódromo) já nos deixam desconfiados que algo não estará lá muito bem.
Mas damos o benefício da dúvida e seguimos para o B, encontrando aí os brilhantes nomes de Bonusadrenaline, Brilhacornucópia e Believignition, e começamos a olhar para o lado pensando que há uma câmara oculta que nos colocará algures na TV num programa de apanhados.
Seguimos a medo passando por Calculconstellation, Carismapetecível, Decadalegre, Defaultintense, Emblematisphere, Embracevanguard, Equação Vedeta, Excentricaláxia, Fascinantefólio, Favoritiprediteto, Gabarintencanto, Gengibreláxia, Horizoncourtesy, Identifikódromo, Inseparavelândia, Junglequation, Kontrastenómico, Latitudelégua, Listinteressante, Magnetikintuiton, Merecidensaio, Número Gabarito, Orbitnómada, Palistrideal, Pódiovioleta, Rabiscobastidor, Trampolimláxia…
E quando chegamos ao fim e nos deparamos com Xtremerotation, garanto-vos que já achamos que a Ana Malhoa e o José Castelo Branco são gente normalíssima e simples detalhes de um país de excêntricos e loucos.
Eu bem sei que uma pessoa que perde o emprego até tem que se distrair, mas há vias um pouco mais simpáticas do que esta para o fazer.
Uma dúvida que me assiste é relativa a quem terá criado esta lista. Terá sido alguém de mal com a vida? Alguma criatura com excesso de flatulência a ditar isto para uma assistente surda?
Fica a dúvida.
Mas se o Estado pagou a algum cérebro para “vomitar” isto, como é certo que pagou, valha-nos Deus.
Um benefício: pelo menos ficamos a saber porque é que o Carnaval não é feriado nacional. Carnaval é quando um Homem quiser.
Certo?   

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O meu caminho

Como se já não bastassem o ser domingo e a hora tão excessivamente matinal do meu voo para o Funchal, e ainda tive de suportar ao meu lado dois ilustres representantes daquela elite empresarial lusa que monta imbecis em BMWs, almas que substituíram a potência cultural pela dos automóveis, e mesmo a outra, a da virilidade, deve andar de rastos, pois em vez de terem os orgasmos nos legítimos ou ilegítimos leitos, têm-nos aqui nos bancos do avião, usando para isso o órgão com maior capacidade de distensão dos seus corpos bem trabalhados no ginásio: a garganta.
Tivesse eu uma caderneta para coleccionar disparates e ela ontem tinha ficado preenchida.
Dói-me a cabeça, preciso de um café e, depois de tanta presunção, venha de lá a água benta porque é domingo e eu ainda não fui à missa.
A Sé do Funchal está pejada de turistas que quando se apercebem que vai começar a missa, fogem de tal forma que parece que alguém lhes pediu que fizessem o pino.
Resta à minha frente uma “lady”, chamemos-lhe Estrelícia que deve ter-se levantado à mesma hora em que eu fui para o aeroporto, porque só assim consegue estar ali com tantos ganchos, pregadores e outras estruturas prateadas agarradas ao cabelo armado.
Juro que a minha árvore de Natal tem menos apetrechos e é bem mais discreta.
Não demora muito a que chegue o marido e se junte a ela, por certo depois de ter ido estacionar a viatura da “princesa”; e não é que o raio da mulher não faz outra coisa se não olhar para o homem com desdém, como se estivesse a ser vítima de dismenorreia mental, abanando a cabeça de tal forma que o brilho de tanto apetrecho metálico quase me dá a sensação a mim que estou por detrás, que tomei qualquer coisa ilícita e estou a ver a “lucy in the sky with dimonds”.
Traço-lhe a sina: esta “gaja” não tarda nada e será trocada por uma brasileira dengosa que faça cafuné a este homem.
E depois queixam-se.
Abstraio-me porque vai começar a missa.
Parábolas, o grão de mostarda, o trigo e o joio… e a homilia com o padre a falar de Gaza e a dizer que com tanta guerra somos tentados a pedir a Deus que deite ali uma bomba e destrua toda aquela terra.
Somos?
Ou será ele?
Eu ainda acredito que a melhor forma de curar um golpe num dedo não é amputar a mão.
Será que com tanta manipulação genética o homem se baralhou e já não sabe o que é o trigo e o joio.
Parece-me que hoje isto não está bom nem na presunção nem na água benta…
A missa acaba não sem antes existir o abraço da paz em que o marido se vira para trás e me aperta a mão e a Menina Estrelícia permanece a olhar para o altar, muito possivelmente a pensar que é estrela.
Ai Estrelícia que quando tu te deres conta já a Brasileira te deu cabo do penteado…
Saio da Sé e procuro um restaurante para jantar algures nas ruelas estreitas da baixa do Funchal, quando começo a escutar um Brasileiro a falar de parábolas com a ajuda de uma megafonia que não tem lá grande qualidade.
Olho à volta e vejo que é o culto da Igreja Evangélica que decorre no primeiro andar de um edifício.
A avaliar pelo sotaque do pastor, tenho a certeza de que o marido da Estrelícia ainda acaba a ouvir as parábolas lá em cima.  
Encontro entretanto o restaurante conhecido que procurava, o recomendável “Calhau”, e sento-me ouvindo na aparelhagem a voz de Sinatra no inconfundível “My way”:
“To say the things he truly feels and not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows and did it my way!”
Corre uma brisa e finalmente as palavras parecem fazer algum sentido.
Olha que isto de encontrar o meu caminho por entre um domingo…

domingo, 20 de julho de 2014

Paixões, cumplicidades e canteiros de flores

Nós os loucos, os poetas, os amantes da liberdade, os que não tememos os abraços, e os irracionais que idolatramos a nossa verdade e fazemos dela o centro da vida, a própria razão; tarde ou cedo nos encontramos algures numa esquina do tempo para partilhar sentimentos, muito mais do que palavras, para falarmos daquilo que nos move: a paixão.
Às vezes à volta de um chá no cimo de uma velha escada de madeira que parece ter bebido todo o eco da poesia de Pessoa; outras vezes por entre o sol a pino que beija a charneca e oferece perfis mágicos e majestade às árvores do caminho…
E ainda e também por sob o luar…
Afinal, nós os loucos, sabemos falar com a lua, e sabemos que por mais longe que se encontrem os donos dos olhares que amamos, todos estamos sempre a olhar para ela por entre o escuro da noite; e a lua é como a vida, denominador comum de olhares e vontades dos eternos amantes.
E a lua é nossa irmã quando por entre o medo e a saudade, nos abraça e nos toma pela mão, entregando-nos livres ao sol que tinge as árvores de magia e que faz brilhar intensas as rosas e as dálias nos canteiros por onde, entre a primavera e o verão, “espreguiçam” o seu viço.
Ontem ao chegar a casa ao fim do serão, subiu comigo uma gravata linda num padrão de xadrez de entre verde e azul, que irei estrear em alguma futura ocasião especial.
E por mais voltas que o mundo dê, e mais ou menos nódoas que lhe manchem o padrão, aquele pedaço de tecido será sempre o sinal de um cúmplice entrecruzar de histórias e cumplicidades, de uma partilha perfeita de afectos carregada do verde de uma intensa e eterna esperança; e do azul, que pelas nossas paixões a vida sempre acaba por nos dar o céu.
Meninas, criaturas doces e perfeitas, eu juro que adormeci com a certeza de que os vossos dias desembocarão num canteiro de flores das mais viçosas do universo, nos tons todos e perfeitos que trazem as flores quando nascem de uma paixão assim tão grande.
Só aí pode desembocar a vida de quem manda beijos pela lua.
Digo-vos eu com toda a legitimidade de quem depois de arrumar a gravata no cabide do armário, foi até à janela e mandou pela lua um beijo de amor e saudade a quem estando longe vive cada vez mais dentro de mim.

sábado, 19 de julho de 2014

PEDRO MIGUEL

No álbum mais antigo das relíquias fotográficas que guardo aqui em casa há uma foto de nós os dois na Corredoura, no passeio em frente à loja do teu pai e ao café do Sr. Cândido, o “Café Regional”, em que seguramos a tampa de uma caixa de lençóis com a reprodução de um retrato da Maria Antonieta, a austríaca, filha da Imperatriz Maria Teresa, que se fez Rainha de França por matrimónio com Luís XVI, e que antes de perder a cabeça se encarregou de demonstrar que não perdia grande coisa, pois quem diz ao povo para comer brioches no caso de não ter pão…
Mas estamos muito bem na foto que data do verão de 1975, aquele famoso e quente do “parto da liberdade”, sobretudo porque aquele território ali representado foi a nossa corte, o espaço onde fomos imperadores e dominámos o tempo com cumplicidades e gargalhadas que jamais deixarão de render uns valentes sorrisos sempre que espreitarem à janela mais exposta da nossa memória.
E às vezes também perdemos a cabeça, mas também isso era próprio da idade.
Na livraria da D. Joana, para além de lermos a “Tele Semana” atrás do balcão em pose de locutor como se estivéssemos em directo na RTP, dos muitos livros que podíamos ler, “bebíamos” a magia que nos inspirava para depois irmos para o “celeiro” e para a travessa fazer os nossos clubes de aventuras e as nossas muito próprias edições do “Festival da Canção” e de “A Visita da Cornélia”.
E aí, desde imitar a Simone a cantar “A Desfolhada” com uma letra numa mistura de palavras entre a versão original do Ary dos Santos, e as nossas próprias palavras; imitar a D. Dada de “A Gabriela” que achava sempre estar um pouco mais cheiinha; ou até fazer uns telefonemas anónimos em nome de uma tal “Claudete” que tinha o hábito de os fazer em “O Astro”, digamos que valia quase tudo para nos podermos rir com gosto. E tu eras o mestre, mesmo sendo o mais novo do grupo.
Riamo-nos na missa de São Bartolomeu quando acolitávamos o padre e nos entravam aqueles “ataques” inexplicáveis só porque alguém gritava um “ámen” um pouco acima do tom e muito fora do tempo correcto, quando jogávamos às cartas, ao “Cames”, e tu não conseguias encontrar um sinal mais discreto do que caíres da cadeira, quando vendíamos calendários das missões anunciando-nos às campainhas como vindos das “Missões Franciscanas”, não dizendo sequer uma só palavra quando nos abriam a porta pois o riso era incontrolável…
Já não nos rimos tanto quando acabámos trancados na tua dispensa ou quando tu tentaste voar da varanda até à cozinha rasgando o tecto numa operação que qualquer 007 não desdenharia poder realizar nas telas da sétima arte.
E tantas outras histórias haveria para contar, episódios que contamos e recontamos, e que ainda hoje nos fazem rir sempre que nos sentamos à mesa do café para “actualizar os ficheiros” relativos aos nossos dias, que continuam afortunadamente repletos de cumplicidades e de afectos, dando uma sequência de amizade que muito me orgulha, a esse tempo em que crescemos juntos e em que fomos imperadores envoltos pelo fausto privilégio da maior alegria.
Porque podem sempre ter passado muitos meses e até anos, mas quando nos sentamos frente-a-frente, tantas vezes na nossa Vila Viçosa, sabemos sempre por onde retomar a conversa, e nunca nos faltam assuntos.
É assim que sempre acontece com os amigos e por isso tu não poderias faltar por aqui nesta galeria de “notáveis” que eu celebro durante 2014.
Pedro, um fortíssimo abraço de parabéns.