A lição do medo
A foto acima recorda-me a tarde do dia 30 de Agosto de 1998, na primeira vez em que subi às torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque. Guardei a foto e com ela o bilhete de 12 dólares que me possibilitou o acesso ao “topo do mundo” para ver de forma privilegiada a ilha de Manhattan, coração desta cidade que nunca dorme e que é definitivamente a cidade do mundo de que mais gosto. Um dia há não muitos anos, numa candidatura de Nova Iorque à organização de uns Jogos Olímpicos, o lema escolhido foi o mais verdadeiro possível: “Nova Iorque – A cidade que é a segunda casa para toda a gente”. Tenho dificuldade em enunciar os motivos pelos quais gosto de Nova Iorque. É sempre assim quando tentamos justificar pela razão o que é eleito pelo coração. Mas talvez o principal motivo seja o conforto que a cidade oferece a todos, fazendo com que as múltiplas culturas, religiões ou etnias não possam ser designadas por diferenças, sendo apenas e só, cores diferentes num painel perfeito e il...