Vinte anos
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Chegaram hoje ao meu e-mail como presente de Natal e são as fotos de um jantar de curso realizado em Junho deste ano e destinado a celebrar os vinte anos da licenciatura em Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
Por iniciativa de dois colegas que estão actualmente ligados à Faculdade como professores e através da montagem de uma rede de contactos via Internet, conseguimos juntar cerca de 70% dos colegas.
E foi emocionante.
Eu nunca mais tinha voltado á Faculdade e foi feliz a ideia de marcar este reencontro para o espaço onde nos tínhamos conhecido e onde durante cinco anos partilhámos uma infinidade de emoções. Voltámos aos nossos lugares no velho anfiteatro e ainda conseguimos estabelecer a planta com os locais onde preferencialmente nos sentávamos. E quanto mundo se nos abriu daqueles lugares.
Mas foi sobretudo muito bom rever as pessoas, os amigos que não via há vinte anos e que, confesso que em alguns casos, se os encontrasse noutro contexto, dificilmente os identificaria.
Não é que não estejamos todos melhores. É um facto que sim.
Elas estão todas mais louras, evitando por magia os cabelos brancos que nós homens não temos arte ou ousadia para disfarçar e que compõem o peso e o nosso novo volume, que na grande maioria dos casos duplicou.
A nós resta-nos pois o charme de quarentões (desculpem mas é a minha auto-estima a manifestar-se).
Foi uma noite de conversas e em que nos faltou o tempo para dizer em horas tudo aquilo que tínhamos vivido nos vinte anos em que andámos por caminhos tão diferentes.
Foi uma noite de encontros em que foi bom revê-los a todos, mas foi fantástico reavivar a memória dos meus tímidos 18 anos, das angústias e dos medos da minha chegada à cidade grande, tendo bem viva esta percepção de como a vida nos vai moldando passo a passo. Hoje é tudo tão diferente.
Mas confesso-vos que o que mais me impressionou foi o facto de a todos nos parecer quase impossível terem passado tantos anos. Quase como: “vou até ali viver vinte anos e já volto”.
Penso que isso aconteceu porque apesar do tempo e da distância, a vida preserva sempre o que é importante e nós somos todos importantes, somos todos pedaços da história uns dos outros, que nunca nada nem ninguém conseguirá apagar.
Por iniciativa de dois colegas que estão actualmente ligados à Faculdade como professores e através da montagem de uma rede de contactos via Internet, conseguimos juntar cerca de 70% dos colegas.
E foi emocionante.
Eu nunca mais tinha voltado á Faculdade e foi feliz a ideia de marcar este reencontro para o espaço onde nos tínhamos conhecido e onde durante cinco anos partilhámos uma infinidade de emoções. Voltámos aos nossos lugares no velho anfiteatro e ainda conseguimos estabelecer a planta com os locais onde preferencialmente nos sentávamos. E quanto mundo se nos abriu daqueles lugares.
Mas foi sobretudo muito bom rever as pessoas, os amigos que não via há vinte anos e que, confesso que em alguns casos, se os encontrasse noutro contexto, dificilmente os identificaria.
Não é que não estejamos todos melhores. É um facto que sim.
Elas estão todas mais louras, evitando por magia os cabelos brancos que nós homens não temos arte ou ousadia para disfarçar e que compõem o peso e o nosso novo volume, que na grande maioria dos casos duplicou.
A nós resta-nos pois o charme de quarentões (desculpem mas é a minha auto-estima a manifestar-se).
Foi uma noite de conversas e em que nos faltou o tempo para dizer em horas tudo aquilo que tínhamos vivido nos vinte anos em que andámos por caminhos tão diferentes.
Foi uma noite de encontros em que foi bom revê-los a todos, mas foi fantástico reavivar a memória dos meus tímidos 18 anos, das angústias e dos medos da minha chegada à cidade grande, tendo bem viva esta percepção de como a vida nos vai moldando passo a passo. Hoje é tudo tão diferente.
Mas confesso-vos que o que mais me impressionou foi o facto de a todos nos parecer quase impossível terem passado tantos anos. Quase como: “vou até ali viver vinte anos e já volto”.
Penso que isso aconteceu porque apesar do tempo e da distância, a vida preserva sempre o que é importante e nós somos todos importantes, somos todos pedaços da história uns dos outros, que nunca nada nem ninguém conseguirá apagar.
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