terça-feira, 29 de junho de 2010

Força PORTUGAL!


Que a Cidade do Cabo nos traga de novo a Boa Esperança e a força de vencer todos os “Adamastores”.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bento de Jesus Caraça

Um dos Calipolenses mais ilustres e uma figura de grande relevo no século XX Português.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cavaco

Ontem, num jantar em Oeiras com a Associação Nacional dos Jovens Empresários, o Presidente da República, reforçou a ideia já transmitida no seu discurso do 10 de Junho, acerca da “situação insustentável” do país e do “excesso de endividamento externo” como a razão primeira para os sérios problemas económicos que o país atravessa.
O Partido Socialista já reagiu a estas afirmações salientando a sua inconveniência, sobretudo tendo em conta a falta de coesão institucional que pode fazer perigar ainda mais a nossa imagem perante os mercados.
Será que em Portugal ninguém tem hoje a possibilidade de manifestar a sua opinião? De se indignar? Teremos todos de alinhar em silêncio no cortejo de solidariedade aos que se apresentam agora como os salvadores da pátria mas que foram os principais agentes neste processo de desgovernação e descredibilização?
Ser patriota, agora e sempre, é defender a pátria, o que neste momento está nos antípodas de defender quem nos governa.
Não terá o cidadão Aníbal Cavaco Silva o direito de criticar a situação? Não terá o Presidente da República o dever de o fazer antes de todos os outros?
Em minha opinião acho que tem o dever e o direito de o fazer. Assim como acho incorrecta esta constante pretensão do partido do governo em controlar a Presidência da República com o “Fala Cavaco”, “Cala-te Cavaco”, ao sabor dos seus interesses.
Aliás, qual seria a postura do Presidente se em vez de Cavaco ele fosse o candidato já anunciado do PS para 2011? Calar-se-ia? Não me parece!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

eSCUTas!

Aí está mais uma exibição cheia de glamour dos nossos políticos que na hora de prestar contas apresentam invariavelmente as facturas ao cidadão contribuinte.
Até onde chegará a ausência de pudor?
De assinalar e aplaudir o recurso às altas tecnologias. Somos por certo o país do mundo com maior sofisticação nos métodos de cobrança. Só nós poderíamos ter inventado a Via Verde, os Chips, etc.
Que imaginação, essa das portagens regionais!
Definitivamente, vivam as eSCUTas. As que não dão em nada e as que darão alguma coisa para equilibrar as contas.

domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago (1922 – 2010)

Lisboa despediu-se hoje do único Homem que levou a literatura em língua Portuguesa à glória do Nobel.
Tal como em vida, também na morte, Saramago gerou polémica. Acontece sempre assim quando se transportam connosco convicções fortes e quando se defendem sem rodeios todas as causas em que acreditamos.
Para além da discussão em torno da presença ou não do Presidente da República nas cerimónias fúnebres, a polémica maior foi sem dúvida a criada pelas declarações da Santa Sé acerca da personalidade de Saramago. Em minha opinião é um ataque desmesurado e completamente fora de tempo.
Na hora da sua partida, prefiro pessoalmente concentra-me na genialidade do escritor que me prendeu à sua escrita e em muitas horas me ajudou a navegar nas ondas dos sonhos, fazendo-me simultaneamente pensar de forma crítica sobre o mundo onde vivemos e sobre a sociedade na qual somos agentes activos.
Jamais visitarei Mafra sem me recordar de Blimunda e sem sentir nos meus ombros, o peso daquela pedra gigante que tantos transportaram, jamais olharei para o Castelo de S. Jorge sem que recorde aquele revisor de provas que escreveu à sua maneira a história do cerco de Lisboa, jamais deixarei de imaginar a ibéria feita jangada a navegar oceano fora.Jamais esquecerei Saramago como um dos maiores escritores do meu tempo e jamais esquecerei o orgulho que senti quando no Outono de 1998, o meu amigo Juan Delgado me telefonou da sua Sevilha natal para me felicitar porque a minha língua finalmente tinha um Prémio Nobel.

O pomar das laranjeiras

Foi sem dúvida o título da canção dos Madredeus no seu brilhante álbum Existir que me levou a olhar assim para o lugar onde nasci e cresci, e que homenageio assim na hora de baptizar este espaço onde quero partilhar convosco o meu e o nosso mundo: Vila Viçosa.
Na terra calipolense as vias principais estão bordadas com infinitas laranjeiras, e tudo acontece, a vida acontece, à sombra dessa árvore de fruto.
Aprendi a distinguir e a usufruir das diferentes estações do ano ao ritmo definido pelas flores, os frutos e os aromas desta árvore.
Foi à sombra das laranjeiras, sobretudo nos dias quentes de verão e primavera que estabeleci os laços com os amigos no decurso de longas conversas e infinitas partilhas de sentimentos e convicções.
Foi nos ramos mais irregulares dos seus troncos que imaginei os aviões que fizeram parte de todas as brincadeiras e viajei infinitamente pelos quatro cantos do mundo da minha imaginação.
Foi pela regra de não colher uma laranja que reforcei a aprendizagem do valor do respeito pelos alimentos sobretudo tendo em conta quem os não tem, aprendendo simultaneamente a viver e a respeitar a natureza e os mais elementares valores ecológicos.
Quero que à sombra deste pomar agora tornado virtual neste espaço, tudo possa continuar a acontecer e por isso vos dou as boas vindas até ele.