sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cavaco

Ontem, num jantar em Oeiras com a Associação Nacional dos Jovens Empresários, o Presidente da República, reforçou a ideia já transmitida no seu discurso do 10 de Junho, acerca da “situação insustentável” do país e do “excesso de endividamento externo” como a razão primeira para os sérios problemas económicos que o país atravessa.
O Partido Socialista já reagiu a estas afirmações salientando a sua inconveniência, sobretudo tendo em conta a falta de coesão institucional que pode fazer perigar ainda mais a nossa imagem perante os mercados.
Será que em Portugal ninguém tem hoje a possibilidade de manifestar a sua opinião? De se indignar? Teremos todos de alinhar em silêncio no cortejo de solidariedade aos que se apresentam agora como os salvadores da pátria mas que foram os principais agentes neste processo de desgovernação e descredibilização?
Ser patriota, agora e sempre, é defender a pátria, o que neste momento está nos antípodas de defender quem nos governa.
Não terá o cidadão Aníbal Cavaco Silva o direito de criticar a situação? Não terá o Presidente da República o dever de o fazer antes de todos os outros?
Em minha opinião acho que tem o dever e o direito de o fazer. Assim como acho incorrecta esta constante pretensão do partido do governo em controlar a Presidência da República com o “Fala Cavaco”, “Cala-te Cavaco”, ao sabor dos seus interesses.
Aliás, qual seria a postura do Presidente se em vez de Cavaco ele fosse o candidato já anunciado do PS para 2011? Calar-se-ia? Não me parece!

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