sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei

Com o título original de “The King’s Speech”, trata-se de um filme de Tom Hooper que carrega a marca assinalável de 12 nomeações para os Óscares deste ano, entre as quais a de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Principal (Colin Firth), Melhor Actor Secundário (Geoffrey Rush) e Melhor Actriz Secundária (Helena Bonham Cárter).
Foi talvez esta perspectiva de vitória na noite de Hollywood do próximo dia 27 de Fevereiro que motivou a minha escolha na última ida ao cinema.
E o filme superou as minhas maiores expectativas.
Trata-se efectivamente e em minha opinião, de um filme excelente, daqueles para ver, rever, um filme dos que permanecem para sempre na nossa memória.
O argumento centra-se na conturbada sucessão do rei Jorge V de Inglaterra, quando às portas da segunda guerra mundial, uma americana divorciada faz Eduardo VIII abdicar do trono em favor do seu irmão, o rei Jorge VI, pai da actual monarca, Isabel II.
Tímido, inseguro e afectado de uma terrível gaguez, a Jorge VI nunca se tinha colocado a perspectiva do poder, o qual assume com humildade num momento extremamente difícil da história do seu país, e com uma enorme crença no princípio de que pode mais quem quer do que quem pode.
Para ultrapassar as limitações colocadas pela gaguez, o rei estabelece uma relação com um terapeuta da fala muito peculiar, uma relação conturbada, que mais do que a técnica lhe oferece o conforto e a confiança que lhe permitem comunicar com os seus súbditos, em directo ou através da rádio.
Os diálogos entre os dois são verdadeiros monumentos da sétima arte e são a parte mais apetitosa deste espreitar para os bastidores de um período da história que não está assim tão distante de nós.
As interpretações do trio de protagonistas nomeados para os Óscares são excelentes com Colin Firth a merecer um destaque muito especial pela positiva. Supera-se e supera tudo o que antes eu o vira fazer no cinema. Óscar mais do que garantido.
Uma última palavra para a banda sonora: excelente!

2 comentários:

  1. Olá Joaquim, eu não diria nada melhor. Apenas uma achega, Na minha opinião, a relação entre os dois é conturbada, mas com muito respeito e amizade no conteúdo.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  2. Também gostei imenso! Ganhe ou não os óscares, para mim é um excelente filme!

    ResponderEliminar