sábado, 2 de outubro de 2010

José Sócrates – Nova colecção Outono / Inverno 2010

Na passada semana, veio o Senhor Primeiro-Ministro de Portugal, em disputa de audiências com um jogo do Benfica para a Liga dos Campeões da UEFA, dar uma conferência de imprensa em que apresentou um conjunto de medidas de austeridade, medidas muito fortes e penalizadoras para todos nós, digo eu.
Há cerca de um ano atrás, quando se preparava para ganhar as eleições, este mesmo senhor, transmitiu, em coro com a comunicação social que o venera e lhe faz eco, a ideia de que Portugal era o melhor sitio do mundo para se viver, tendo todos eles, o Sr. Sócrates e a comunicação social, ridicularizado a então líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, alcunhando-a de mensageira da desgraça, pelo facto de ela não prometer o paraíso aos eleitores, prometendo apenas rigor e verdade na gestão do país, que caminhava para uma situação financeira muito grave.
Em Portugal, falar verdade e ser verdadeiro não dá votos.
Continuamos a acreditar e a deixarmo-nos ir atrás do canto do cisne, continuando a assumir a definição de política como a arte de melhor mentir.
Ou então, tal como há tempos referiu o Ricardo Araújo Pereira e esta seja talvez a única justificação que me dá alguma esperança no povo que somos, esqueceram-se de avisar o povo que as regras quando há eleições são diferentes das regras das expulsões na casa do Big Brother.
Estou pessoalmente cansado do Sr. Sócrates e de tudo o que ele representa, num quadro de valores que está nos antípodas da honestidade.
Esta nova colecção em tons negros que nos reservou para o Outono / Inverno de 2010, só cimenta ainda mais a vontade de o ver desaparecer definitivamente da passerelle da política.
Porque não usar o Magalhães para em conjunto com a Tia Alçada fazer Uma aventura no Facebook e gerir uma quinta virtual? Talvez assim aprenda quanto nos custa a todos comprar um quilo de batatas.

2 comentários:

  1. Depois do que disse Ferraz da Costa, antigo presidente da CIP, em entrevista hoje concedida à Antena 1, o pseudo-ministro das Finanças só tem um caminho a seguir: demitir-se, profundamente envergonhado pela sua incompetência.

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  2. Longe de mim pôr em causa as considerações que o meu amigo faz sobre essa personagem excêntrica chamada “engº” Sócrates. Na realidade poderia mesmo reiterar o meu repúdio perante tanto sonho malévolo, tanto sol enganador, tanta aleivosia encartada, em resumo, tanto desprezo pela verdade e pelo povo que o elegeu. Mas para ser correcto, devo acrescentar que tenho o mesmo sentir pelos outros políticos, começando pelos colegas de partido que não souberam como impedir esta política errada e errante, os restantes ministros que não puderam inverter o sentido negativo que se foi adensando e os restantes partidos por nunca se terem constituído como oposição credível e respeitável. Direi que, quando mudar o destino deste governo, iremos ter um outro, diferente, com um alfaiate novo mas mantendo o mesmo corte de fato. Infelizmente. Mais valia recordar a sugestão dada por Saramago no seu “Ensaio sobre a lucidez”. Et voilá.

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