domingo, 21 de novembro de 2010

Viagem a Portugal.


A revista Pública publica hoje uma interessante reportagem sobre a visita a Portugal de um grupo de amigos, todos jornalistas, que se conheceram quando algures no seu percurso profissional se cruzaram em Tóquio como correspondentes de importantes meios ou agências de comunicação: La Stampa, France Press, BBC, CBS News e Associated Press.
Todos os anos se juntam para conhecer um país e 2010 foi o ano dedicado a Portugal, tendo escolhido como guias da sua viagem Saramago, Eça, Byron, Tabucchi, Beckford e Soror Mariana Alcoforado. Um luxo, digo eu.
Inevitavelmente chegaram a Vila Viçosa, fazendo menção da nossa terra nos seus relatos de viagem, não lhe poupando elogios, nem ao Alentejo em geral.
O inglês William Horsley não deixa de referir também o facto de o hábito tão british do chá das cinco, ter sido instituído por uma calipolense ilustre, D. Catarina de Bragança.
Às vezes é necessário que venham assim os forasteiros para nos ensinar a estimar e a apreciar ainda mais o que temos e que deve ser motivo de orgulho.
Para ilustrar este texto escolhi uma foto tirada pelo meu amigo e fotógrafo António Rosendo quando me visitou em 8 de Dezembro de 2009. De entre tudo o que apreciou e fotografou imaginem que ficou deliciado e fez uma colecção fantástica de fotos sobre os medronheiros do castelo de Vila Viçosa.
A nenhum calipolense nos passaria pela cabeça que os medronheiros do nosso castelo, ainda por cima responsáveis por alguns desconfortos somáticos por excesso de consumo em algum momento da nossa infância, pudessem ser o alvo preferencial de um fotógrafo profissional.
Mas foram.
E casei aqui a reportagem da Pública com este trabalho fotográfico para provar como a nossa terra está repleta de tesouros, sendo ela própria um dos tesouros maiores do nosso país.
Sei que sou suspeito ao fazer estas afirmações e peço-vos portanto desculpa pela minha falta de isenção, mas é impossível conter este orgulho de ser Calipolense.
Pode haver excepções, mas no geral, a nossa terra é sempre nossa mãe.

1 comentário:

  1. Caro amigo, sou daqueles portugueses que estão inibidos de dizer "vou à terra", pela simples razão de que vivo na minha terra. Gosto de Lisboa e percebo que, pela sua grandeza, sempre poderei dizer que tendo nascido no Campo Grande a minha aldeia é maior que muitas outras do país. Mas não é a mesma coisa. Como em muitas outras situações da vida, também no local de nascimento se poderá dizer que "small is better". É mais aconchegado, dá-nos uma melhor compreensão do valor do berço, existem ligações com os outros numa clara sensação de pertença a um lugar. Na rua onde nasci, também sinto um pouco essa pequenez-grande e, felizmente, ainda mantenho um grupo de amigos que fizeram parte da minha juventude e, hoje, fazem parte da minha vida. Enfim, cada qual é para o que nasce e onde nasce. Gosto de ver gente que vive o orgulho do local onde nasceram. Fica-lhes bem. Também aos Calipolenses. Um abraço.

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