quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

E os egrégios avós à volta nas tumbas


Mas vi num noticiário desta semana.
Um tal candidato de nome Vitorino, ou Tino, de nome, que “tino” parece ter efectivamente pouco, apareceu a abrir um buraco na areia de uma praia de Espinho para depois aí colocar um tronco seco. Segundo as suas palavras imitava os Descobridores de quinhentos e os padrões que deixavam nas “novas terras”.
Vasco da Gama ainda deve andar às voltas na sua tumba nos Jerónimos e todos os egrégios avós devem ter ficado roucos e loucos.
O facto é que estando como está a República, porque é que a campanha para a presidência da dita poderia ser diferente e para melhor?
Até a Simone, que nós acreditávamos ter derrotado a Madalena Iglésias com a garra do milho rei nas desfolhadas da vida, veio agora revelar que o segredo do seu sucesso é o Calcitrin que toma para as articulações e que compra na TV Shop…
No mesmo noticiário desta semana, Marisa Matias aparece a visitar o Museu da CP no entroncamento, e aquela que pretende ser a tal “uma por todos”, só poderá ter ido em romagem de fé à terra onde os nabos podem virar fenómenos.
Maria de Belém, cada vez mais parecida com a boneca do Contra, “Maria de Ninguém”, cumpria o seu estatuto de “Maria de Nada” e visitava mais um lar de idosos no âmbito do processo de selecção de locais para servir refeições a Chefes de Estado estrangeiros em visita oficial.
Sampaio da Nóvoa imitava Paulo Portas em mais uma ronda de Feiras, com uma vendedora a gritar o seu apoio mas sem se recordar do nome do candidato. Aliás, nem do nome nem de nada, que fica a sensação de que se este candidato tiver sucesso, tal se ficará a dever única e exclusivamente ao vício por Raspadinhas que atacou Portugal. O que é que ele pensa? Surpresa por entre a coerência do seu silêncio de décadas.
Sabe-se que aqui há uns anos fez um excelente discurso no Dia de Portugal.
Marcelo apareceu em Santarém na sede do Nóvoa a comer croissants em formato miniatura, com ar de que está tudo bem e que a Presidência é afinal um Petit four; não parecendo nada preocupado com o diagnóstico de hiperactividade feito pela Maria de Belém, ou até com a possibilidade de alguém descobrir que ele com cinco anos roubava Sugus aos colegas numa creche do Estoril.
Poderia pelo menos ter comido um Portuguesíssimo e Ribatejano Pampilho…
Dos outros candidatos nada a assinalar para lá das arruadas sem gente.
Pelo meio…
O Primeiro-ministro, que já varreu a dívida ao FMI para debaixo do tapete, “lixando” quem vier a seguir e tiver que lidar com a Troika, já se precaveu contra eventuais derrotas e dividiu o apoio como Salomão. Mandou no entanto a mãe sentar-se ao lado do Nóvoa. Lá na rua quando brincávamos e um tipo fugia das brigas para mandar depois a mãe em sua representação, raramente beneficiava da atribuição de nomes muito bonitos.
Mas as mães, vivas ou mortas, andam na berra.
O Ministro da Cultura, a comprovar que a existência de um Ministério da Cultura não é garantia de Cultura num Ministério, pelo menos para a cultura do bom senso; veio afirmar que se a sua mãe fosse viva por certo apoiaria Maria de Belém. Estará a candidatar-se aqueles programas da TVI em que alguém fala com mortos?
Também não se sabe ao certo em quem a Amália votaria se ainda fosse viva, mas fontes do Panteão, e muito bem informadas, garantem que ela e o Almeida Garrett já estão em negociações com o Eusébio para que ele dê um chuto nisto tudo.
Mas um chuto valente… à campeão.

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