sábado, 16 de abril de 2016

A nossa história esbate o silêncio do branco tom das ondas e das marés...



A tempestade arranca o barro à montanha tingindo o rio quando se enamora do mar e nele se entrelaça na mais íntima cumplicidade das ondas e da espuma.
Naquele instante em que espreitamos desde a nossa varanda, e olhamos as águas indecifráveis no abraço de um querer imenso.
Sentimo-nos sempre irmãos desse destino, se tanto e tantas palavras a tormenta ligou à mágoa no decurso dos dias, e somos tudo e muito mais do que nós… ou apenas água, quando chegamos ao instante do enleio a que ousámos chamar o nosso fado, pela força e persistência com que o sonhámos.
A nossa história esbate o silêncio do branco tom das ondas e das marés e carrega-nos o infinito na bagagem que levamos pelo mar fora…
Quando abandonamos o previsível para nos deixarmos finalmente acontecer.

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