quarta-feira, 13 de abril de 2016

Enquanto as árvores se vestem e vão adornando aos poucos para a festa que Maio sempre oferece à Primavera...



Enquanto as árvores se vestem e vão adornando aos poucos para a festa que Maio sempre oferece à Primavera, eu entretenho-me à conversa com o sol do meio dia, tomando-lhe as palavras em verso que depois cantarei por aí à esquina de um tempo qualquer.
Os pardais já polvilham o silêncio com o seu chilrear rebelde, e o chão transpira verde a memória das águas que passaram por aqui a caminho da ribeira que por isso explode agora de aromas de poejo e hortelã.
Levantei-me cedo, despertei o olhar na fonte fresca da beira do caminho, assobiei os louvores ao campo em rima com os sinos no bater das trindades em salmos informais sem versículos ou forma, e deixei-me ir ficando por aqui, sentado deste lado onde a vida não dói e onde tudo é diferente numa nova perspectiva.
Quem ama deixa de ter a noção de que sorri, aqui sentado à conversa... com o sol e com os minutos que passam sentindo a primavera na memória da tua mão perfumada com a Colónia número dois da Claus de ACH Brito.
O que dizemos?
Está tudo guardado nos meus versos. Falam inevitavelmente de ti.

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