domingo, 31 de julho de 2011

Além Tejo

O sol a pique incendeia de calor o imenso mar cor de palha à nossa frente onde os sobreiros de tronco cor ocre despejados de cortiça são ilhas castanhas e verdes em alinhamento desordenado no longínquo horizonte que parece não ter fim.
Ouvem-se grilos, cigarras e o eco dos nossos passos caminhando ao encontro desta festa de aromas infinitos onde só o poejo é prenúncio da água de alguma tímida fonte.
Ao longe, há uma cascata de branco cal, entrecortada a azul e amarelo em linhas rectas verticais e horizontais, e no topo, um campanário de sinos soltos, sinaliza as almas e a fé, e junta-se ao sol a dar as horas à gente que dá vida a esta terra com marca do sul.
A solidão, a quietude e a dolência destes dias, devolvem-me a alma.
É verão.
É Alentejo.
Sou eu a chegar a casa.

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