terça-feira, 12 de junho de 2012

Lá vai a marcha…


António, de Lisboa é filho,
E o mundo o fez Santo e pôs no altar,
Para que a vida tivesse mais brilho
E toda a malta pudesse casar.

Amparo nas coisas terríveis,
É maior que todos, milagreiro,
É Santo que não tem impossíveis
E no nosso auxílio, é o primeiro.

Por isso meu Santo, olha por nós,
Que vai dura a vida, por estes lados,
De muita incerteza e mágoa na voz
Um tempo difícil, de tristes fados.

Para o abismo damos Passos,
E perante os Bancos estamos de joelhos,
Sentimos as angústias e os mil cansaços,
Desses Passos que damos serem Coelhos.

Para os nossos males não há solução,
Só nos aconselham a “raspar”,
Falta-nos fé, esperança e coração.
Já tudo demos ao Vítor Gaspar.

Por isso meu Santo como é urgente,
Como precisamos que nos venhas salvar
Põe fé e garra nas almas da gente.
E que a marcha da vida brilhe a cantar.

O manjerico dá o aroma à saudade,
Há sabor de sardinha a pingar no carvão,
Há guitarras, fado, lusa voz de verdade.
Há Lisboa, cidade e eterna paixão. 

1 comentário:

  1. Manjericos de Santo António
    Versos que a vida leva e trás
    Só queria que no meu
    O tempo pudesse voltar atrás
    RUI PEREIRA

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