sábado, 19 de março de 2016

Pai



O teu amor retira o sentido profano de todos os gestos e todas as palavras, e reveste-os do tom sublime e sagrado do melhor que têm os dias.
Há um leito de pétalas de rosas tecido sob o teu olhar, o chão informal onde me enleio na Idade abraçando aquele tempo imortal de ser rapaz.
E tudo volta sempre a ser possível, os horizontes sucumbem aos sonhos, e as vontades têm asas acendidas pela coragem que me ensinas...
-Tu és capaz.
Hoje, quando nos sentamos a enfeitar com sidra e “ervilhanas” os pores-do-sol de Verão do Gerês, como antes nas Segundas-feiras de Páscoa a jogar à bola sob os pinheiros mais sombrios do Castelo de Vila Viçosa.
O tempo…
O que é o tempo, se o amor nos reveste de eternidade?


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