quinta-feira, 30 de junho de 2016

As asas...



Não te preocupes pois será muito fácil encontrar-me: eu perfumei e adornei com flores de papel o minuto em que estarei sentado à tua espera.
E haverá rouxinóis sobrevoando a cidade, os telhados e as torres mais vaidosas. Asas como nós em voo sobre as pedras recortadas dos zimbórios de pose elegante, mas que acabarão desfeitos nos escombros sem nunca saberem o que é guardar a Deus e voar com Ele.
Sobre a nudez das nossas vidas entrelaçadas haverá túnicas transparentes tecidas de beijos. Embora o amor às vezes transborde na forma e na doçura de algum gesto inquieto, aquilo que realmente importa quase nunca se revela ao olhar.
E só importa aquilo que se sente.
Os minutos que se seguem àquele em que te espero, deixei-os vazios, assim sempre teremos espaço e tempo suficientes para os preencher com tudo aquilo que os sentidos nos confessarem... O nosso mundo contado em segredo no meio de toda a gente.

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