segunda-feira, 2 de maio de 2011

E viveremos felizes para sempre?

Fosse a vida uma História da Carochinha e hoje estaríamos a passar à fase pós ponto final, o momento em que descansados, viveríamos felizes para sempre.
Na sexta-feira passada, o príncipe casou com a plebeia e concretizou mais uma vez o conto de fadas. O glamour invadiu as ruas de Londres para juntamente com muitos milhares de pessoas, aplaudir a passagem de William e Kate, naquele que até ao divórcio, será um dos casamentos do século.
Não há nem sequer um republicano convicto que não saiba a cor do vestido da princesa, a cor do uniforme do príncipe e o número de beijos com que brindaram a multidão, e o seu desejo, espero, na varanda principal do Palácio de Buckingham.
Nunca opomos resistência quando algo se propõe devolver-nos aos sonhos de infância.
Mas para completar ainda mais o enredo desta história, verdadeira novela, ficámos a saber que os bons mataram os maus, no caso o mau, Osama Bin Laden.
O presidente dos EUA anunciou hoje a morte de um dos terroristas mais procurados e odiados do mundo, afirmando que Deus ama a América.
Como podem ver não há condimento que falte e nos impeça de passar à fase do “felizes para sempre” dando a continuidade lógica a um fantástico “happy end”.
O pior é o resto, e o resto nesta história é a nossa própria vida que está sempre para além das fantasias e que acaba sempre por ser a vítima de todas as guerras travadas pelo poder, mesmo aquelas que usam Deus como pretexto.
Falta-nos tanto para sermos felizes!

1 comentário:

  1. E a história da Carochinha, pelos vistos, está a resultar. Após o abençoado casamento inglês, tivemos mais dois grandes momentos de amor, se contrariado ou não logo veremos. Refiro-me, em primeiro lugar, ao casamento dos democratas com os conservadores americanos, no jubiloso pós Bin Laden. Em segundo lugar, o não menos venturoso casamento de Sócrates com Teixeira dos Santos, no pós Troika agreeament. Só falta o Pai Natal consorciar-se com o Santo António (sem ofensa religiosa). Pelo menos poupavamos um feriado, que bem precisamos em nome da competitividade.

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