quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Abaixo o hambúrguer. Viva a bifana!


Engana-se redondamente quem alguma vez pense ou afirme que os Portugueses são destituídos de imaginação.
Na recente vertigem para encontrar formas extra de financiamento para o estado, têm surgido as propostas mais variadas e imaginativas, entre as quais a do célebre imposto sobre a “fast food”. A ideia seria taxar a comida rápida com um imposto adicional que não só ajudaria o estado a obter mais receita, como também funcionaria como incentivo à procura de alimentos mais saudáveis e indutores de mais saúde e melhor qualidade de vida.
Embora reconheça que ambos os objectivos são legítimos, financiamento e melhor saúde, não estou minimamente de acordo com esta medida.
Em primeiro lugar, discordo porque a grande maioria das pessoas que recorre a este tipo de alimentação, quando o faz, não é apenas por prazer e pura opção, fá-lo por este ser o tipo de comida que melhor se enquadra ao seu estilo e ritmo de vida, onde o tempo é um bem cada vez mais escasso.
Depois, numa altura em que as pessoas se confrontam com maiores dificuldades financeiras, sobrecarregar de impostos esta opção de alimentação que é para muitos um recurso e a única hipótese de adquirirem refeições minimamente decentes, é quase como prender chumbos aos pés de quem está em vias de sofrer um afogamento.
Pessoalmente não sou grande adepto desta comida, e confesso-me mais adepto do clube da bifana e da sardinha assada, mas às vezes quando a fome aperta por aqui ou no estrangeiro, quando não há muito tempo, quando quero algo que conheça o sabor e quando não estou disposto a pagar muito dinheiro por uma refeição, o hambúrguer ou a pizza são por vezes uma excelente companhia.
Hoje, dia 7 de Setembro de 2011 esteve por Lisboa um dia fantástico de sol, a fazer inveja a muitos dias de Agosto. Ao tomar o meu café pela manhã na zona de Cascais, fi-lo com a vista que aqui partilho convosco.
Perguntar-me-ão o que é que esta vista tem a ver com o tema da “fast-food” e eu tenho de vos responder que de facto não tem nada a ver.
Mas antes que alguém se lembre de taxar e carregar de impostos este privilégio de ver, cheirar e sentir o nosso maravilhoso atlântico, toca a aproveitar e a usufruir das vistas.
Com a imaginação que anda por aí…

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