domingo, 27 de novembro de 2011

Fado – Património de Lisboa, de Portugal e da Humanidade

Quem um dia te viveu, Lisboa,
Conhece de cor as voltas do teu canto,
E sabe que o fado que a gente entoa,
É o canto da saudade em tom de pranto.

A viela mais estreita do bairro antigo
A que a sardinha vem dar o cheiro a mar,
Oferece-me o eco para o pregão que eu digo
E é palco perfeito para o fado cantar.

Cerro os olhos com alma e com garra
E ofereço ao corpo um ar sério ou gingão,
Para que ao primeiro triste acorde da guitarra
Me salte para voz o que está no coração.

Um dia quis também Deus fazer Seu,
Este canto luso da alma de todos nós
E marca de perfeição então lhe deu
Criando Amália e lhe dando a voz.

E assim com esta marca de divino
O fado ganhou asas e foi pelo mundo
Mostrando que de Portugal é mais que um hino
É saudade, é povo e amor profundo.

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