quarta-feira, 16 de novembro de 2011

TUGAlidades


Não sei se devido ao facto de nos últimos tempos, por acção desses seres poderosos e dominadores do mundo agrupados no designado e abundantemente referido “Mercado”, passarem o tempo a associar Portugal a lixo, ou então por obra de uma tal senhora Merkel oriunda da ex-RDA e filha de um Pastor Evangélico, empenhada em fazer pagar o desrespeito pelas regras da Zona Euro, com perda de soberania, o que é facto, é que hoje acordei rouco depois de ontem ter entoado três vezes o hino nacional a plenos pulmões, durante o Portugal – Bósnia que se jogou no Estádio da Luz, que ganhámos por seis a dois e que nos apurou para o Euro 2012.
Haja pelo menos um Euro em que estamos por mérito, nem que seja apenas e só o do futebol.
Mas voltando ao jogo de ontem, tenho de facto de vos reconhecer que durante o mesmo me apercebi de que este “pisar de calos” ao orgulho lusitano de que temos sido vítimas num passado mais recente, me aguça a garra patriota e ontem, para além do hino cantado por três vezes, confesso ainda que não resisti a abrir a mão e a dizer adeus por alturas do quinto golo da selecção das quinas, a um casal de Bósnios que se encontrava atrás de mim e que legitima e naturalmente se tinham manifestado aquando dos seus dois golos.
Após o sexto golo já não estavam no seu sítio. Ou foram bem mandados e saíram quando eu lhes disse adeus ou então, suspeitando que haveria mais golos, recusaram-se a oferecer-me mais um momento de manifestação exacerbada do meu orgulho de ser Português.
Esteja o patriotismo aguçado ou não, há momentos que a vida nos oferece o privilégio de viver, que são únicos e que nos marcam duplamente. Por um lado pela beleza e arte que têm na sua essência, e por outro pela carga simbólica que carregam, sobretudo quando envolvem figuras cuja genialidade indiscutível ganhou estatuto de marca e afirmação da nação a que pertencem, eles e nós.
Jamais esquecerei a noite em que no Coliseu dos Recreios e durante um concerto dos Madredeus, me foi dado o privilégio de ver tocar Carlos Paredes.
Como eu gostaria de ter podido estar num espectáculo da Amália ou de ter podido aplaudir num estádio um golo do Eusébio.
Ontem, quando o Cristiano Ronaldo correu para a bola, rematou e fez o primeiro golo de Portugal, tive essa sensação de estar a viver um momento mágico e único, um momento destes que não se esquecem.
Porque novo-riquismo e exibicionismos à parte, o rapaz é mesmo o melhor jogador da Europa e quiçá do mundo.
Que ele nos inspire e nos incuta auto-estima na hora de dar um pontapé forte e certeiro na malfadada crise.
Viva Portugal!

2 comentários:

  1. Aqui no teu Blog falta o ícone "GOSTO",para clicar, como no Facebook.

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  2. Ora ai estão as palavras que eu sublinho. O jogo para mim também teve um sabor especial. Estou em UK, Weymouth com 12 colegas a iniciar um novo projecto de produção. Longe da Pátria saboreamos a gloriosa forma de se Português. Juntos os 12 cantamos o Hino, gritamos os Golos, comemos bacalhau que trouxe, bebemos um bom Vinho. Tudo isto à boa maneira Lusa. O melhor que que quem nos observava eram Ingleses, os tais, que se jungam Bons. Também grito Viva Portugal

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