segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sementes de Esperança II


Ainda a propósito da partida do Padre Armando, uma vez regressado de Londres, não resisti a “mergulhar” no meu baú das recordações, à procura de uma imagem fotográfica que pudesse juntar às muitas e boas imagens do grupo Sementes de Esperança, que gravei e conservo num dos lugares mais seguros da memória.
Encontrei esta foto que foi tirada na tarde do dia 13 de Maio de 1982, precisamente a véspera da visita do Papa João Paulo II a Vila Viçosa.
Estamos no claustro do Convento das Chagas, que muito antes de ser a Pousada D. João IV, foi o nosso poiso em muitas tardes de convívio e de festa.
Há um palco onde os grupos de jovens das diferentes localidades se preparavam para actuar, estando a usar da palavra, sempre no seu jeito ousado e diferente, o Padre Manuel Barros.
No canto inferior esquerdo da foto, vemos o Padre Armando em conversa com os artistas da viola que nos iam acompanhar. Não se vê o rosto dos músicos mas quase de certeza que um deles é o meu amigo José Maria.
De frente na foto há uma pequena tabuleta que sinaliza Vila Viçosa e lá estamos nós mais do que preparados para o nosso momento.
Eu e a São Duarte líamos o texto, quais Eládio e Zanatti à escala do Pátio das Chagas, e os restantes elementos subiam ao palco, cada um de sua vez, expressando por mímica o sentido das palavras ditas por nós. Se bem me lembro, o texto era relativo aos méritos e virtudes que reconhecíamos na figura do Papa e tinha sido elaborado por todos durante um encontro em que tínhamos participado no Monte da Virgem, na Serra D’ Ossa.
A qualidade da foto não permite identificar todos os amigos mas vejo o Manuel Almas, o João Paulo Silva, o Paulo Quinteiro e o Paulo Geadas, a Zinha Duarte, a Manuela Silvério, a Madalena Barros, a Célia Costa, a Mena Espiguinha e a Zé Bexiga.
Se conseguirem identificar-se ou identificar mais alguém, por favor partilhem por aqui.
Recordo-me que para além desta actuação, eu dei uma entrevista para a RDP e o João Paulo participou no palco, de alva vestida, num momento nocturno de oração.
Lembro-me também que jantámos o inevitável Arroz à Valenciana cozinhado pelas Irmãs do Seminário de S. José, e de que iria já longo o serão quando nos dirigimos para a Avenida com o objectivo de tomar o melhor lugar para ver e estar com João Paulo II.
Com mantas, casacos e muita animação, passámos a noite todos juntos na barreira do Castelo na zona em frente ao Correio e à Caixa Agrícola, naquela que foi uma das mais fantásticas noites que me lembro de ter passado acordado.
E era assim destas coisas simples e pequenas, que fazíamos grandes os nossos dias de há trinta anos.

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