terça-feira, 29 de maio de 2012

As coordenadas da incompetência

A Senhora D. Merkel, Angela para os amigos, que por certo serão muito poucos, teve dificuldade em assinalar num mapa, a localização da cidade de Berlim, indicando um ponto no território da Rússia, como sendo, em seu douto entender, o sítio onde está implantada a capital da Alemanha, local onde supostamente, e por ser Chanceler, habita.
Má vontade colocar esta gafe da senhora no YouTube. Uma pessoa não pode saber tudo, e quem se dedicou a estudar afincadamente a solução para todos os males da humanidade, e quem se dedica à nobre cruzada para salvar o Euro, não pode ter tido tempo para aprender geografia, mesmo a mais básica e doméstica.
E depois, vejam poesia neste gesto:
- Onde está Deus?
- Está em todo o lado.
- Onde está Berlim?
- Está onde está Deus.
Berlim está em todo o lado e dentro de cada um de nós há um Berlinense.
O que pode acontecer é que estejamos do lado errado do muro, mas que Berlim nos acompanha sempre, ai lá isso acompanha.
Perguntem aos Gregos se não sentem o aroma a Berlim na sua economia?
Vão às compras em Lisboa, visitem as filas dos centros de emprego em Portugal, e reparem como se respira um marcado ar a Berlim, devidamente importado pela empresa Sócrates, Passos e companhia, Lda?
“É porreiro, pá”. Berlim está em todo o lado.
E não é pela via das bolas, pelo contrário, será pela ausência delas em alguns, no sítio, pelo menos.
E depois, por favor, não exagerem na má vontade contra a D. Angela.
Sempre houve pessoas sérias, mães de família, “esposas exemplares”, que não foram dadas às letras.
Quando se olha para a senhora com aqueles seus casaquinhos a três quartos, percebe-se claramente que não é uma mulher para nos tempos livres se sentar no sofá a ler livros de geografia.
Percebe-se que é uma mulher que gosta de lavar a loiça, de passar a casa a pano com Dabri e lavar os azulejos com Sonasol verde. Intui-se que é uma mulher que lê a Teleculinária, mas sempre com saudades da Crónica Feminina e da Ela – Donas de Casa. Depreende-se que é boa no chuleio, no cerzir, no aparar das malhas das meias, que é boa a estender a roupa e a trocar umas dicas de marquise a marquise com as vizinhas…
Agora a sério.
Parece que nada acontece mesmo por acaso, e que definitivamente, o exercício da estupidez humana nunca deixou de ter consequências caras e desastrosas.

2 comentários:

  1. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.
    RUI PEREIRA

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  2. É por isso que é importante ser republicano e, ter " O romantismo cívico da agressão"... Abraço

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