quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O mar só é distância para quem não se dispõe a navegar...



O mar só é distância para quem não se dispõe a navegar.
Por entre a brisa fresca das manhãs de Novembro, destituímos o medo e a mágoa, e tomámos pela vontade, os nossos corpos, que voltaram assim a ser nossos.
Marinheiros da liberdade. O gesto que ora nos reveste os braços tem mais de nós do que o reflexo dos rostos sobre as águas em espelho de um franco tom de azul. E se o mar terá sempre a coerência salgada de uma lágrima lusitana, quem disse que ela não cruzou o sorriso imenso que da nossa fé emana?
Enquanto navegamos, não sabermos sequer se o horizonte carregará ou não as ilhas que nos possam acudir à prece de um naufrágio. Quem ama nunca sente as dores do caminho, e sente que cada milha que se avança já tem tanto de chegar.
Por maior e impossível que nos digam ser o mar. 

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