sábado, 29 de janeiro de 2011

La Dolce Vita

Há sítios que quanto mais visito, mais vontade tenho de lá voltar.
Esta semana estive dois dias em Roma, muito pouco tempo para a vontade que me impelia a ficar por lá mais tempo. Impõe-se portanto voltar.
Apesar do pouco tempo livre extra trabalho, ainda tive tempo para comer um gelado na Piazza Navona (gelado sem açúcar, porque o grande número de diabéticos abre um novo segmento de mercado), beber um Cappuccino em Santo Eustáquio, comer um Risotto de Cogumelos numa tasquinha com marca de início do século 20, tendo terminado o passeio a admirar a Fontana de Trevi, a comer umas castanhas assadas e a tentar abstrair-me dos Japoneses loucos a atirar os seus Yen’s à água, para poder mais uma vez reviver com a memória esse eterno beijo de Marcelo Mastroiani e Anita Ekberg, no filme Dolce Vita, de Fellini.
Pelo caminho ainda entrei na Igreja de Santo António dos Portugueses, a melhor “embaixada” que poderíamos ter ali numa esquina tão discreta da Cidade Eterna.
Por esta minha descrição podem legitimamente pensar que gosto de Roma apenas pela comida, e não é.
É um facto que quem tem boca vai a Roma, não só porque se orienta melhor para lá chegar, mas também porque se come demasiado bem por lá.
Mas é mais do que isso.
Roma atrai-nos pela sua beleza, pela sua imponência e sobretudo pela sua história, que sendo universal, permite sempre que encontremos algo que tem a ver com a nossa própria história.
Roma atrai-me especialmente pelos seus contrastes que ainda hoje lhe conferem a marca da universalidade.
O que teriam em comum os padres de batina, as italianas ousadas no vestir e com os maiores decotes do mundo, as inúmeras freiras com hábito, os condutores a apitar e a passar sinais vermelhos, os casais apaixonados e impelidos para os beijos quentes quer sejam homem-mulher, homem-homem ou mulher-mulher?
Não teriam mesmo nada em comum, se não fosse Roma.

2 comentários:

  1. Olá Joaquim, a minha última saída do país foi precisamente a Roma. Cada vez que lá vou aprendo a gostar ainda mais dela. Curiosamente Roma e Portugal começam a ficar parecidas. Ambas têm ruínas, as de Roma são monumentos e as portuguesas são monumentais. Um abraço.

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  2. já para não falar dos maravilhosos vinhos da Toscânia....

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