sábado, 6 de fevereiro de 2016

A poesia jamais será cativa das mãos que a pintam ou dos lábios que a cantam…



A poesia jamais será cativa das mãos que a pintam ou dos lábios que a cantam… das palavras.
O coração é o amor, muito mais do que o fisiológico detalhe que nos mantém vivos em corpos de qualquer dimensão.
Há pois uma essência como a das rosas que persiste e brilha no silêncio dos gestos e de tudo aquilo que se possa dizer.
Uma essência que vive para lá da tão ténue cortina de um adeus.
Em poucos dias...
O meu amigo Zé ficou a saber que não vai pintar por uns tempos e a Fernanda aguarda também no hospital a oportunidade de se restabelecer e não tardar a poder dançar com a alegria com que o fez connosco no último sábado.
Porque os dias às vezes nos calam os gestos.
A minha querida Céu Seabra partiu deixando-nos o silêncio por entre o amor gigante que semeou por nós nas tardes em que nos sentámos juntos a sonhar coisas bonitas para os seus meninos.
Foi um anjo que passou para me ensinar a sorrir na festa de ser eu.
Mas os anjos são pertença do Céu.
Também esta semana partilhei com a Natália e a Manuela, o texto do meu primeiro romance, aquele que publicarei em breve e que tem tanto de mim.
A Natália confessou que ficou acordada até tarde para o ler. E quando eu lhe perguntei pela reacção no final respondeu-me:
- Deu-me vontade de te abraçar para cantarmos juntos uma das nossas canções de sempre: "só o amor levará todo o Homem a unir as suas mãos".
O amor que persistirá sempre como essência e poesia nestas semanas em que nos sentimos tristes.

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