domingo, 14 de fevereiro de 2016

Que estranho arranjar-se um dia para falar de amor, se é a vida toda que me ofereces quando saímos os dois para namorar...



Que estranho arranjar-se um dia para falar de amor, se é a vida toda que me ofereces quando saímos os dois para namorar.
O previsível apaga-se rendido à surpresa e até o calendário acaba por se desmoronar...
Pode até ser Fevereiro, chover ou fazer frio, mas o teu abraço que me aconchega debaixo de um chapéu verde enquanto caminhamos pelo Rossio, traz com ele o sol que inflama o céu nos dias quentes de Lisboa.
Somos nós quem inventa e desenha as pétalas que ressoam das roseiras que suplantam o musgo da calçada, são nossos os corações doces que se escutam um ao outro trazendo-nos à memória aquelas letras das velhas canções que aprendemos no vinil…
E dispensamos o chocolate.
Deixamos que os gestos acompanhem os olhares no redigir de longas cartas sem papel e sem letras, mas que falam inevitavelmente de amor. Poemas com a rima informal da cumplicidade de quem se deseja com a profundidade de todas as células.
Eu amo-te.
É claro que sim, e não é só muito, é todo.
Porque se tu não existisses eu jamais seria eu… assim.

Sem comentários:

Enviar um comentário