quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O Homem é muito mais aquilo que sente do que a idade que tem


O amor, tal como tudo aquilo que é doce, deixa-nos sempre com a sensação de ter o tempo contado; e às duas por três, julgamos esse tanto do calendário, que até pode ser tudo e a eternidade, atribuindo-lhe um assinalável tom de escassez.
Porque o tempo é teimoso e insiste em contrariar o pensamento.
Sempre e em qualquer momento…
Se não estou contigo e voa acelerado (para ti) o dito pensamento, o tempo espreguiça-se por entre uma inexplicável letargia que incomoda e tem gosto de saudade. Mas por outro lado, em qualquer outro dia, se estou nos teus braços ou estamos os dois sentados ao redor de um chá de cidreira, o pensamento fica quieto saboreando o mundo que os teus olhos lhe dão, voando o tempo como um louco a galgar etapas e a consumir minutos de qualquer maneira.
É então que sentimos que escasseia.
Ora, se atentarmos que todos os dias têm vinte e quatro horas, cada hora sessenta minutos, e estes sessenta segundos, num puríssimo e muito racional matemático rigor…
Sempre poderemos dizer que o pragmatismo e a razão sucumbem fatalmente às mãos de um grande amor.
Tudo porque como convém, todo o Homem é muito mais aquilo que sente do que a idade que tem.

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