quinta-feira, 2 de junho de 2011

O circo desceu à cidade

Arruadas, feiras, mercados, bandeiras, panfletos, cartazes, as histéricas do costume, bombos, bandas, aventais, jantares e almoços de carne assada, gritos, empurrões, ofensas, afonia, palcos, caravanas, megafones, beijos, abraços, apertos de mão, saudações às criancinhas, fábricas, padarias, escolas, lares de idosos, creches, futebolistas, cantores, paquistaneses, africanos, quilómetros, peixeiras, mulheres da fruta, cravos, rosas, declarações de amor, o verbo dizer sempre no passado, o verbo fazer nunca conjugado no futuro, acusações, casos, especulação, sondagens, jornalistas, microfones, câmaras, troika, FMI, dívida, demagogia, insinuações…
Os políticos andam em tournée pelo país real, sem ideias, sem convicção, e sobretudo sem tempo para se aperceberem de como as pessoas a quem tentam caçar votos, gostariam de um dia poder voltar a acreditar no futuro.
O exemplo, a honestidade e o empenho seriam o maior fermento para a nossa fé.
Mas estamos tão longe…

1 comentário:

  1. Tudo isso me deprime! Deixa-me triste pelos políticos que temos e pelo que isso tem feito ao nosso país! Mas receio também que, no Domingo, não se mude, porque há muita gente a gostar das coisas como estão!

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