sábado, 1 de outubro de 2011

Viva a música!

Hesito entre assumir se a minha vida dava um filme ou uma telenovela da TVI, mas a avaliar pelo já elevado número de episódios, muitos deles “escabrosos”, talvez a segunda hipótese seja mais realista.
Sobre o que não tenho a menor dúvida, é de que seja uma coisa ou outra, nunca lhe faltará uma rica e variada banda sonora.
Hoje é dia mundial da música e decidi partilhar convosco algumas das canções que pela arte das suas palavras, melodias ou interpretações, ou tudo isso junto, sublinharam momentos importantes da minha existência.
Não estão ordenadas por nenhum critério particular e acreditem que faltam aqui muitas outras que talvez num outro dia venha a partilhar convosco.

Gaivota (Amália Rodrigues)
À medida que se cresce e que o coração se exercita na arte de amar, aprende-se o real valor da saudade. Alexandre O’Neill fala como ninguém de Lisboa, do amor e da saudade, e a voz de Amália, a mais fiel expressão sonora do coração português, dá o toque de perfeição a uma canção que viverá para sempre comigo.

O Pastor (Madredeus)
Não sei se são as cordas, o acordeão, as teclas do Rodrigo Leão ou a voz da Teresa Salgueiro, sei é que para quem gosta de viver a sonhar, esta canção é um mote e um grito feito de vontade: “O meu sonho acaba tarde, acordar é que eu não queria”.

As Baleias (Roberto Carlos)
A mensagem é de veras ecologista, mas a recordação desta música transporta-me para as festas da minha adolescência, no tempo em que os aniversários dos meus queridos amigos da família Duarte eram passaportes para os melhores e mais animados momentos do ano. Quantas danças românticas entre croquetes e empadinhas de galinha.

Streets of Philadelphia (Bruce Springsteen)
Um filme fantástico ou o despertar da minha consciência social…

Menina dos Olhos de Água (Pedro Barroso)
O Tejo aquém Lisboa cantado através do olhar de uma menina e pela voz de um dos cantores portugueses que oferece mais fidelidade às palavras dos poetas. Mais uma vez e sempre o sonho.

Silêncio e Tanta Gente (Maria Guinot)
Em 1984 esta canção venceu o festival da canção e representou Portugal na Eurovisão, no Luxemburgo. No festival da RTP o acompanhamento musical é feito apenas ao piano mas na Eurovisão há uma orquestração soberba do Pedro Osório que justifica plenamente o facto de pela primeira vez numa edição do Festival da Eurovisão, após um ensaio, toda a orquestra se ter levantado a aplaudir uma interpretação.
Em 1984 saí de Vila Viçosa para Lisboa e tive de aprender a viver com mais silêncio apesar de tanta gente. Muitas vezes me fiz acompanhar desta canção.

Like a Virgin (Madonna)
A vida temperada com irreverência transforma-se em algo muito mais interessante. Como é bom sair da caixa e do armário dos nossos preconceitos.

Waterloo (ABBA)
1974 foi ano de muitas mudanças. Os ABBA cantaram e venceram a Eurovisão, exportando o seu ritmo da Suécia para o mundo com impacto na balança comercial do país dos Vikings. Do alto dos meus 8 anos e a começar a despertar para outros ritmos, era a loucura e os “Morangos com Açúcar” dos anos 70. Mamma mia.

Perdidamente (Trovante)
Sonho, poesia e Florbela Espanca.

Mediterráneo (Joan Manuel Serrat)
Quem nasce no Alentejo, nasce pela força da cultura, dos hábitos e dos costumes, no Mediterrâneo.
O timbre mágico de Serrat embala-nos nesta dolência e nesta forma única de ser de todos os que nascemos e crescemos entre oliveiras... e laranjeiras, claro.

Votos de um bom dia e… Viva a música!

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