domingo, 7 de agosto de 2016

A terra é cúmplice do tempo…



A terra é cúmplice do tempo e às vezes amolece para que eu possa moldá-la e oferecer-lhe o tom que me apraz à alma.
Aqueles dias em que parece faltar-nos o chão no deslizar inseguro que qualquer “chuva” deixou; o nada que se sente...
É tão mais fácil impor a nossa cor a uma tela despida do que à sobreposição de outros traços que nos são alheios.
E com o barro moldo pastores, os magos, a Virgem, São José, e crio um trono para o Menino, Jesus deitado entre pombas que não esvoaçam mas cumprem uma coerência de paz.
E com os dias moldo uma escada para a minha mais íntima e profunda fé, às vezes partindo de um ponto que sabe a quase zero.

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