sábado, 6 de agosto de 2016

O imprevisto...



Gosto muito do imprevisto que carrega cada madrugada; que o previsível é desinteressante e morno, e sem sim nem não, a vida nunca mais dará qualquer passo frente.
No varanda manuelina da Torre de Belém namora o rinoceronte com uma gaivota que por ele se apaixonou, ensinando-a a voar pelas histórias das terras de África de onde chegou.
Nem só quem tem asas pode voar; há mestres improváveis que andam à solta e disponíveis pelos nossos dias; e o amor rompe sempre tudo aquilo que parece impossível.
O imprevisto com gosto bom e a sal.
Coleccionarei num mealheiro de porcelana, milhões de histórias que colhi pelas varandas que espreitam o mar e que esperam as palavras para poderem voar.

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