segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Um Homem feliz na sua versão de açúcar…



Sento-me numa pedra do caminho que o tempo à chuva se foi entretendo a ornar de musgo, destapo os sentidos tornando-os vulneráveis às palavras, acaricio o ramo seco que o vento tombou e que suspira triste pelo beijo da sua árvore que apenas de longe o abraça de sombra; e são detalhes que me pertencem, todos os traços arrumados em letras que vou rasgando e tatuando sobre o chão de pó dos meus passos.
Descubro-me doce nestas manhãs de Agosto que o verão acendeu com o sol intenso que a serra, contrariada, sopra de fresco e verde numa brisa que passa por mim como revelando fugazmente aos ouvidos os segredos guardados na intimidade da Terra.
Descubro-me doce…
Um Homem feliz na versão de açúcar que vou descobrindo e moldando entre o céu e as pedras do caminho com que a Terra me abraça. 
Sentado tranquilo à sombra das árvores.  

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