terça-feira, 7 de maio de 2013

Mar


Jamais se nos morrem as palavras, o som doce, intenso e livre arrancado à verdade do pensamento e que com ele voa frenético por sobre os nossos olhares que confluem e ressuscitam as cumplicidades de cada novo entardecer.
Há gaivotas e aromas de mar num horizonte que o intenso tom de azul denuncia ser Mediterrâneo e as ondas batem de encontro aos nossos pés, apagando na areia essas marcas deixadas pelo lento caminhar paralelo, passos irregulares interrompidos aqui e ali para uma atenção maior dedicada ao teu rosto que admiro por entre a festa mágica das cores do sol na expressão do seu breve adeus.
Não preciso sequer tocar-te. Os beijos nascem dos sorrisos, do olhar, dos gestos e de todas as palavras.
Muito pouco é o que para além de nós importa nesta doce e inédita festa de estar juntos.
E o tempo é tão só este momento…
Vivo está o passado apenas na herança de uma solidão que nos trouxe aqui: mar, primavera e o amor que acontece.  

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