domingo, 2 de junho de 2013

Catarina e André

A primavera vestiu-se finalmente da sua verdade, e o sol único e intenso de Lisboa, veio cúmplice unir-se ao “sim” que o amor vos impôs aos lábios na tarde mais quente da cidade.
A porta aberta deixa que espreitemos atrás de nós, o Tejo, que assim sob sol intenso, corre incessante e azul, nesse exacto momento em que aos pés da visão de uma Pietá e embalados pelo canto dolente e alentejano ao Bom Pastor, se sela esse amor que o coração há muito tornara já eterno e divino.
Sente-se o bulício sobre a ponte que liga as margens, hoje como naquela noite em que Alfama, porto de fado e marca de destino, criou o instante dos vossos olhares cruzados e definitivamente unidos na magia de duas vidas que se fazem uma só.
E porque de vida se encheu a tarde, voam rubras pétalas, aromas de rosa por sobre nós e sobre as desenhadas calçadas de Lisboa.
O dia, por vós, chamou a festa, e é à vida que brindamos na mesa tão grande e feita de tantas mesas desse mágico banquete de todos os amigos.
Há música em nós e também no ar, gargalhadas, dança, riso franco… e o sol deixou-nos por herança, o céu estrelado de uma noite perfeita que fazemos nossa, nesta festa de estarmos juntos na cumplicidade do vosso amor.
E o futuro?
Vida longa e a poesia de um querer que não se acaba.
Tudo isso, estou certo, cantavam reluzentes as infinitas estrelas que ontem vieram tornar ainda mais sublime, o céu já de si perfeito das noites mágicas de Lisboa.

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