sexta-feira, 7 de junho de 2013

Foi a neve…

A hora faz descer o sol no horizonte rasgado pelo velho mas imponente castelo, e é a sonhos que me sabe esse primeiro beijo que o nosso querer impõe que não tenha fim.
Há um indiscutível brilho de céu no teu olhar, e os teus braços, rocha firme onde eu aporto, acalmam-me a alma que inquieta e incessante te buscou durante uma vida inteira.
E pelo sonho, por esse tempo e essa força imensa de tanto desejo, conheço-te como a mim mesmo, e nem soa a novidade, a inédita festa da minha pele entrelaçada na tua.
Foi a neve…
A neve que faz correr as fontes, e que o inverno um dia fez cobrir a serra, tornou-se assim, mágica e de flores, nesta tarde em que brilha o sol numa estranha e intermitente primavera.
E nós…
Descobertos cúmplices da terra e do campo, celtas, mouros… hoje somos templários, desbravados cavaleiros que rumam unidos buscando a vida.
Na cumplicidade dos lábios e do olhar, tempera-se-nos de beijos a fala, as palavras de uma história que confluiu, fortuna maior de entre todas, para este instante que vivemos aqui.
A centenária tília, ocasional abrigo na hora da partida, sabe tal como nós, como impossível será dizer adeus.
Quem ama… jamais se deixará partir.

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