segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A mais doce das alvoradas


A persistente chuva de Outono cessou há pouco, e as calçadas de Lisboa, vistas assim em contraluz, são espelhos de múltiplos passos, destinos e infinitas histórias.
Histórias como a nossa, tecida de palavras e de olhares, cumplicidades soltas nestes momentos que sabem a destino, de tantas vezes… e de tanto o termos sonhado.
E uma tarde de Outono faz-se um cais que abriga o mais perfeito dos encontros.
Eu cheguei.
Sinto-o no nosso abraço que despreza as solidões antigas, sinto-o no riso que aqui e ali se nos solta como um eco do que a alma sente, sinto-o nos tantos beijos que a hora nos pede e que nós cumprimos pelo benefício apenas de um olhar…
Sinto-o numa inédita paz que me faz rogar a morte do tempo, e esse infinito querer de fazer de ti a minha eternidade.  
No ar há hoje um quente aroma de castanhas assadas, há tímidos pregões nas múltiplas línguas da gente que como nós vagueia livre pelas calçadas.
Em Lisboa.
O mais perfeito dos Outonos.
Eu e tu.
Eu já te disse que quando estou contigo qualquer hora tem sabor à mais doce das alvoradas?

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