sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eu pressinto a eternidade


Aqui junto ao rio, os nossos dois corpos abraçados são na tarde de Lisboa, um pequeno T0 onde cabem em segredo infinitos metros quadrados de paixão.
Os meus braços encontraram finalmente o seu destino e eu sinto a brisa que me chega carregada com a herança do mar, mas perfumada por ti, pela loura seda aparada que te reveste a face.
Na perfeição desta hora tento agarrar a eternidade: não quero jamais sair daqui; e sinto medo que a noite regresse e que cale o azul do teu olhar como o fez ao rio.
Mas as águas persistem no seu beijo ao Terreiro e entre as colunas; a essência do Tejo sobrepõe-se ao breu numa melodia que o meu peito acompanha ao ritmo do teu coração que de tão perto se faz siamês do meu. Igual que a alma que há muito já o é.
Então eu pressinto a eternidade, aconchego-me mais a ti e sei que por sobre qualquer noite eu irei amar-te sempre assim… e que jamais partirei daqui.
E dou-te um beijo, igual e do tamanho do Tejo.

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