quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sigo por ti… para me encontrar


Este caminho tem os traços e todos os detalhes da genética da minha vontade, nasceu do esboço dos dias que sempre ousei sonhar.
Esta estrada, tomo-a como minha rota pela mais do que consciente entrega de todos os meus passos.
Tu chegaste num dia escuro, iluminaste a tarde por entre aromas de açucenas que indiciavam primavera; entregaste-me as tuas mãos, os teus braços; e na dispensa assumida das palavras, ateaste em mim este não sei quê que mata antigas ilusões, que despreza agonias, dores, equívocos e faz avançar a nossa história.
Este não sei quê que é maior do que tudo o que demais se sente, e só pode ser o alvo eterno do canto de todos os poetas, aquele único e definitivo amor que por sobre todas as promessas e desilusões, cada vida merece e está destinada.
Da tua face loura de onde transborda o azul mar do teu olhar, de onde transpiram todas as lendas de antigos heróis, bebi então a fé que renasce e floresce em mim em cada alvorada.
Este meu caminho… és tu.
E rebelde, sem a bússola ou o sextante da sensatez, sigo por ti fazendo breves todos os instantes e encurtando o mar.
Sigo por ti… para me encontrar. 

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