domingo, 5 de outubro de 2014

Amo-te como nunca te saberei dizer


Talvez eu nunca venha a saber qual a cor dos nossos entrelaçados passos pela cidade, quando os braços e as nossas mãos nos acompanham na vontade, e se tocam na suavidade e na paz de um eterno, certo e completo desejo...
Talvez eu não consiga jamais encontrar palavras na nossa e nas outras línguas, que possam fazer justiça ao sentir perfeito que nasce de um amor assim; tu, aquele que a vida me diz ser o meu amor, único, primeiro e derradeiro, porque irrepetível...
Talvez não nasça nunca a música tecida pela inspiração dos mestres, canção ou sinfonia que possa rimar com este momento que matou as saudades e fez real a esperança e todas as promessas...
Talvez não haja flores que bastem para narrar à gente o tom do sorriso que nos reveste as faces...
Talvez não haja fé igual à nossa aqui nesta hora, nem mesmo na fusão das preces dos milhões de dedos que acariciam infinitos rosários...
Talvez não exista pódio para a glória deste olímpico tempo nascido afinal da vontade de não ser mais forte, não ir mais longe e nem mais alto; a glória de sermos apenas nós mesmos coroados pelo louro da mais pura verdade...
Talvez...
Mas o que são os nomes e os adjectivos perante a essência de um instante que sentimos valer pela vida toda?
O verdadeiro amor é inenarrável.
Hoje ao acordar, ainda consegui palpar nos meus lábios, o toque e os aromas perfeitos que lhes deram os teus; e no silêncio do leito onde às vezes choro por ti, senti que te amo tanto, mas tanto... como nunca te saberei dizer.

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