terça-feira, 2 de julho de 2013

O dia do meio

Num ano comum como este de 2013, hoje dia 2 de Julho é precisamente o dia que marca o meio do ano. Até hoje já vivemos 182 dias em 2013 e para lá da meia-noite de hoje temos pela frente mais 182.
Poderemos dizer que num ano com 365 dias, este é um dia ao jeito do fiambre numa gulosa sandes nascida do encosto entre as duas metades de um bom pão.
O meio de 2013 é relevante e não só pelo facto de podermos considerar que se o Vítor Gaspar e o Paulo Portas prometeram a Passos Coelho ficar no governo durante metade de 2013, terem cumprido a promessa de forma rigorosa, sendo talvez esta a única promessa / previsão que não falharam durante o mandato do governo.
É que o dia do meio de um determinado ano poderá sempre ser o último dia de um mau governo.
Mas esqueçamos para já a politica desejando que São Bernardino Realino, São Processo e São Martiniano, os Santos do dia e cujos nomes parecem ter sido escolhidos a dedo, iluminem o caminho das “soluções” governativas, essas “irrealistas” perspectivas que duvido nos possam aliviar deste “processo” ao jeito de “martírio” em que temos estado envolvidos, as acções destes “meninos” que hoje num episódio sórdido expuseram ao ridículo a República Portuguesa, de uma forma verdadeiramente inqualificável.
Importante mesmo é pensarmos que quando amanhã o sol nascer, já entrámos em contagem decrescente para nova ingestão de uma dúzia de passas de uva na companhia do fogo-de-artifício e de mais ou menos carnaval de fim-de-ano.
E por aqui avança o sentido de urgência.
Ou nos despachamos ou ainda nos arriscamos a falhar os nossos compromissos para connosco em 2013 (no fundo aqueles que mais importam), esses sonhos todos que jurámos cumprir.
Já fizemos todas as declarações de amor que o coração nos “impõe”?
Já construímos e veiculámos as palavras ditadas pelo mais certo sentir da alma?
Já gargalhámos na roda dos amigos em conversas iluminadas por um café, um refresco ou um copo de um bom tinto?
Já usámos os beijos, os abraços e todos os gestos para dar verdade ao nosso sentir?
Já sorrimos, comemos, bebemos, pulámos, gritámos, rimos, viajámos, cantámos, barafustámos, reclamámos, brincámos, trabalhámos, ajudámos… tanto quanto queríamos?
O tempo voa e urge ser feliz.
Mesmo! (Como bem gosta de reforçar um indispensável e muito especial amigo).
E o sol intenso deste verão será sempre um bom pretexto para que possamos pôr a vida em dia… com os sonhos.  

1 comentário:

  1. Ao teu melhor jeito, sempre com muito saber e oportunidade, com um belo sentido de humor.
    Que dizer nada mais do que já foi dito.
    Abraço.
    AR

    ResponderEliminar