sexta-feira, 7 de novembro de 2014

AS MINHAS MÃOS


Entrego-te as minhas mãos
Mães de carícias
Mãos da genética de um amor sem quanto
Morada das bênçãos colhidas dos berços que embalaram anjos

Entrego-te o meu riso que tão bem sabe suplantar o pranto
Estes lábios que vestiram beijos em corpos singulares…
Guardiões de almas de ouro e de diamante

Entrego-te as palavras
Um eterno sim
E este ser que nunca se resigna e nada vê distante

Entrego-te o dia
A noite
O colo que será a tua casa
As luzes
A festa
A magia…

E faço-te voar
Sem que para tal precises de qualquer asa

Entrego-te a vida que eterna se me colou ao ser
O céu que vejo em tudo e guardo em mim

Marco?
Célia?

Os nomes são meros detalhes de sonhos que de flores nos enchem os dias
De heróis que vencem o tempo e jamais terão um fim

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