segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Há instantes que são infinitamente maiores do que a hora que os acolhe


Há instantes que são infinitamente maiores do que a hora que os acolhe porque concentram em si a dimensão da própria vida.
E vive quem cumpre desejos com a convicção de se alinhar com o destino, muito mais do que quem colecciona o tempo deslizando passivamente pelos dias sem que neles ouse deixar o perfume de uma sua qualquer marca.
A noite está amena, Lisboa insiste em oferecer-nos calor mesmo por sob algumas luzes de Natal já acesas no Chiado; eu caminho contigo ao meu lado e aqui e ali, sem que por vezes tu dês conta, olho feliz para a perfeição que o meu desejo vê em ti.
Os meus passos sentem-se alinhados com o destino, porque a minha vida não pode ser mais nada do que este cúmplice caminhar contigo.
Este instante tem então uma dimensão muito maior do que apenas um fim de tarde, tem raízes de quase cinco décadas e a vontade de um futuro que o multiplique até à eternidade em milhões de pétalas e folhas que de amor me perfumem mesmo os recantos mais escondidos de todos os dias.
Eu amo-te, e mesmo correndo o risco de ser alcunhado de um tonto numa recorrência doentia, não me importo e digo que sou e serei sempre teu.
Porque só assim vivo…

Sem comentários:

Enviar um comentário