domingo, 23 de março de 2014

Uma tarde e tantos abraços

Gosto tanto do inesquecível sabor de cada regresso a casa.
Será sempre mágico aquele instante em que o olhar regressa para abraçar as ruas, as pedras, as árvores… todos os detalhes que são cúmplices da minha História.
O velho campanário da Senhora da Conceição “impõe” sempre aos lábios uma Ave-Maria, prenúncio dos beijos perfeitos que me estão reservados no primeiro abraço ao meu pai e à minha mãe.
E os sorrisos e os olhares da gente, a expressão do afecto de tantos amigos, serão sempre um tesouro reservado para cada um dos meus regressos a Vila Viçosa.
A sala que guarda de forma mais nobre todas as marcas da nossa herança, tinha flores sobre uma mesa e duas janelas abertas para a Praça de todas as minhas melhores memórias.
No ar, a envolver os vossos sorrisos e os vossos olhares, soltámos as “palavras” a que eu apenas ofereci letras, porque são a poesia de todos nós no reflexo de um mesmo sentir sobre dias simples, únicos e tantas vezes perfeitos na forma de nos tornar felizes.
Privilegiado, eu senti-me o mais feliz dos Homens pela força do incalculável valor de cada um dos abraços que os vossos olhares me souberam dar.
Muito obrigado à Câmara Municipal de Vila Viçosa na pessoa dos Senhores Vereadores Dr. Luís Nascimento e Dra. Ana Rocha, da Dra. Margarida Borrega e da D. Cipriana. Foram perfeitos como anfitriões.
Muito obrigado às vozes que se entregaram pela amizade ao soltar das “palavras”: Natália João Sousa, Manuela Barreiros, Maria José Duarte, Manuel Almas, Conceição Duarte Aires e Madalena Osório de Barros.
O catering estava perfeito. Muito obrigado Chefes Rui Pereira e Mário Seabra Henriques.
Rui, o bolo ficará na minha história.
Muito obrigado ao Fábio e à Maria Isabel por terem distribuído as flores, à Mina por ter distribuído os livros…
Muito obrigado a todos por terem vindo de perto ou de mais longe.
No final do dia, a Maria Isabel pegou na viola e do alto dos seus onze anos cantou um poema meu que ela própria musicou. Jamais esquecerei este momento.
E o meu amigo José Maria Barreiros ofereceu-me um fantástico retrato a carvão, traços tão perfeitos na arte e tão imensamente valiosos pelo afecto que encerram.
Todos, fizeram com que me sentisse um rei. Afinal, a maior riqueza do universo é ter amigos.
“Estas palavras nascidas dos dias”, um livro com pedaços da minha vida simples que ontem fiz questão de entregar à minha gente.
Voltarei, prometo, a pretexto de um livro ou de qualquer outra coisa, mas sempre porque jamais conseguirei viver sem o calor dos vossos olhares que me oferecem sempre o melhor abraço.
Vila Viçosa, Salão Nobre dos Paços do Concelho, dia 22 de Março de 2014.

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