terça-feira, 3 de setembro de 2013

Irina, Vanderlei e o Piropo Assassino

Nasceu num beco da Mouraria,
Filha da Rosa que era varina,
Numa família pobre e vadia
Que a baptizou com nome de Irina.

A triste sorte de não ter tostão
Não lhe beliscou nunca o “cabedal”,
Nem lhe matou a grande ambição
De um dia ser Miss Portugal.

Desfilava sempre pelas ruas
Com um porte nobre e bem altivo
E p’las pernas frescas e tão nuas
Qualquer homem tornava cativo.

O Vanderlei, trolha de Lisboa,
Estando um dia a dar serventia,
Ao ver assim uma “gaja” tão boa
Não resistiu e atirou-se à “tia”.

“Anda cá minha rica lambreta
Que aqui o menino está numa boa,
Dou-te carro, casa e chupeta
E acabas a Queen de Lisboa”.

Mas a moça não gostou da festa,
E foi tratar da nova lei aplicar,
Pois uma “besta” como esta
De tratamento estava a precisar.

Apelou então para o tribunal,
E um bom advogado contratou,
O Vanderlei era um marginal
Que o juiz logo condenou.

Por assédio o Vanderlei foi dentro,
E a Irina continuou a desfilar,
Na tristeza de já não ter o alento
De bocas de “gajos” para a mimar.


Esta história tem o alto patrocínio das feministas do Bloco de Esquerda que querem fazer aprovar uma lei que penaliza o piropo, pelo menos o de homem para mulher, considerando-o assédio.

O país a arder e elas… tocam lira.

2 comentários:

  1. ...falta de piropos ( só pode) e quando levam um até estranham.
    Falta de paciencia tenho eu ao ver tanta tolice.

    "O país a arder e elas....tocam lira"
    PP

    ResponderEliminar
  2. Há piropos e piropos, aqui ficam trés sem qualquer tipo de maldade, mas isso também fica com a educação de cada um:

    1)Diz-me lá como te chamas para te pedir ao Menino Jesus.
    2)Abençoados pais que conceberam esta coisinha linda.
    3)Ainda dizem que as flores não andam

    ResponderEliminar