sábado, 7 de setembro de 2013

Sob o fogo do meio-dia

A hora carrega o perfume das manhãs de verão
Breve ilusão de uma suave brisa
Rendida que está a Terra
Inevitável destino do sul
À luz
À calma
Ao braseiro
Que de nascente
O astro-rei
Hora a hora
A pouco e pouco
Imporá à imensidão feita de Infinitos horizontes
Da planície que então brilhará como ouro

Sei que chegarás pelo fogo do meio-dia
Esse momento em que as árvores são bênçãos
Sombras
Perfeitos e cúmplices recantos
Braços abertos a todos os doces segredos dos amantes

Os teus olhos que rimam com o céu
Imporão então aos meus a alegria de uma lágrima
Ponto final num parágrafo de saudade
Amargo fel de dor
De tantos tristes dias 
De te não ver

E o futuro que sempre nos soube a sonho
Faz-se agora presente numa imensa festa de amados beijos
A eternidade
O sol de sermos dois
No calor de um perfeito e intenso dia de Alentejo

1 comentário: