quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tardes de estio

Caminho feliz com os pés beijando a terra
Passos certos no privilégio de um imenso chão de heróis

Terra dos meus avós
Acrópole e glória por sobre o panteão de todos os medos
Sacra herança
Altar de um povo simples
Gente maior
E esta marca única de ser do campo

Caminho orgulhoso
E a estrada tem a bênção do suor
Santo aspergir da terra pelo rosto do Homem
Ao ritmo do arado
E das sábias e incansáveis mãos que a rasgam buscando o pão

Tardes de estio
Tardes de Alentejo

E a pele assim entregue ao sol
Sem medo
No tatuar das rugas
Marca dos bravos
Troféus no rosto de quem jamais saberá desistir

Ao longe o canto
A voz das mulheres em saias ou canto chão
E o compasso da roupa batida forte sobre a pedra mais branca na margem do ribeiro

Tardes de estio
Tardes de Alentejo
Tardes do campo
Tardes de mil heróis
As tardes desses dias que serão para sempre os meus


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