sexta-feira, 23 de maio de 2014

A magia

A minha amiga Marta, quem no contexto do meu grupo de amigos veio inaugurar a geração a seguir à minha; não se importará por certo que eu conte esta pequena história que se passou naquele tempo em que a víamos cheia de sono ao redor do nosso Trivial Pursuit, a mandávamos para a cama e ela respondia:
- Não vou porque eu não tenho sono, só os meus olhos é que têm.
Quando o pai, o meu amigo Zé Maria, lhe contava a história da Carochinha para ela adormecer, e cheio de sono tentava antecipar a chegada do João Ratão por entre o desfile de animais que passavam por debaixo da janela da afortunada carocha, logo ela inventava mais um e outro animal para que a história jamais tivesse um fim.
E passavam então jacarés, crocodilos, hipopótamos, gorilas, papagaios, rinocerontes…
Amanhã vou lançar o livro “As bolachas mágicas da avó Inácia”, sendo que a avó Inácia é a minha mãe, a promotora de uma aventura que envolve os meus sobrinhos João e Luís, por via das suas bolachas favoritas; umas muito especiais e doces que herdámos do livro de receitas da Tia Maria e que a minha mãe prepara dando-lhes as mais variadas formas.
Escrevi esta história por acreditar que por detrás de tudo o que temos na vida, mesmo as coisas mais simples, há uma magia especial que nos permite “voar” muito para lá do que existe, para a terra dos sonhos maiores; e é na nossa fé que habita a “varinha” que tudo permite temperar de magia
Para além disso, agradou-me fazer dos meus sobrinhos, o que já são indiscutivelmente para mim: uns heróis fantásticos; fazendo de Vila Viçosa, simultaneamente, aquilo que também é para mim e para todos os Calipolenses: um lugar de impossíveis prazeres.
Gostei de rebaptizar amigos com os nomes de “Manuel do Canto”, “Nélinha das Malas”, “Florbela das Laranjas” e “Zeca Pintora”…
Mas verdadeiramente, confesso, acho que escrevi esta história no contexto de um processo idêntico ao da Marta, e com o objectivo primeiro de nunca deixar apagar em mim esta doce ilusão que me acompanha.
Não quero que desapareça jamais esta magia, e quero prolongar a “história” para que ela nunca chegue ao fim.
Espero que gostem da história e desejo muito que a magia também seja eterna nas vossas vidas.
Até amanhã às 16.30 horas na Biblioteca de São Lázaro, em Lisboa. 

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