quarta-feira, 18 de março de 2015

Deixo-me estar num instante que sonhei

Tomo e faço minha sem hesitações ao primeiro olhar, a terra verde que esconde em si o repouso do vulcão adormecido sob a paz da água das lagoas.
Chão de basalto, estrada de flores em prenúncio de primavera, o tecto céu rasgado pelo voo planado dos pássaros...

Subo ao ponto mais alto, o topo onde o mar me espreita no deleite de quem se abraça à prometida terra da espera de mil anos.

Deixo-me estar num instante que sonhei...

Entro na roda com as nuvens que aqui e ali escondem o sol, e colho das sombras o tom e a forma das histórias que um dia te irei contar nas tardes que Lisboa nos oferecer para namorar.

O fogo, as furnas, os vales e o universo escondido entre os mistérios de sete... infinitas cidades com a cor que o dia, as sombras e as árvores lhes oferecem.

Trouxe-te comigo.

Abraço-te...

Visto-me de eternidade na terra que já perdeu a conta aos mil anos que contém.

A ti e a ela, reconheci-os dos sonhos e tomei-os fazendo-os meus ao primeiro olhar.

E contigo...deixo-me estar por aqui num instante que sonhei.



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